Ritmo do desmatamento cai, mas devastação avança em novas regiões

Imagens de satélites analisadas pela ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) confirmam a queda no ritmo do desmatamento divulgada pelo governo. Segundo o instituto, em setembro foram registrados 216 km² de floresta totalmente derrubada. O número representa queda de 33% em relação ao mesmo período de 2008, quando a Amazônia perdeu 321 km².

Pontos em vermelho mostram o desmatamento ocorrido em setembro, segundo o Imazon. No mapa, pode-se observar a devastação caminhando do AC e RO para o sul do AM. (Foto: Imazon/Divulgação)

Pontos em vermelho mostram o desmatamento ocorrido em setembro, segundo o Imazon. No mapa, pode-se observar a devastação caminhando do AC e RO para o sul do AM. (Foto: Imazon/Divulgação)

Nesta quarta-feira (4), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou que a floresta havia sofrido 400 km² de devastação em setembro, uma redução de 32% em relação a 2008. Na medida oficial, além dos locais onde a mata foi completamente destruída – o chamado “corte raso” – também são computados os pontos em que houve degradação florestal.

Novas fronteiras

Apesar da queda, os dois institutos mostram o desmatamento avançando em áreas bem preservadas, como no Sul do Amazonas, e no norte do Pará, às margens do Rio Amazonas. Entre os dez municípios que mais desmataram em setembro, oito estão no sul amazonense ou fazem fronteira com ele.

Segundo Carlos Souza Jr, um dos pesquisadores responsáveis pelo levantamento do Imazon, faltam parque e reservas para proteger essa região dos grileiros. “Com as unidades de conservação, se alguém tem o interesse de especular, de ter a posse da terra, sabe que não vai conseguir. Isso tende a fazer o desmatamento ir para outra área. Por isso, seria interessante para fechar aquela fronteira”, afirma.

Em relação à margem do Amazonas, na região conhecida como Calha Norte, Souza Jr levanta a hipótese de madeireiras irem para lá pelo esgotamento da madeira no leste do Pará. “Quando a madeira declina ou as condições das pastagens ficam empobrecidas, migra-se para outras fronteiras. Sabemos que muitas madeireiras que estavam em Paragominas estão lá.”

http://g1.globo.com

Igreja da América Latina demonstra preocupação com ameaças à Amazônia

Participantes do Encontro em Manaus

Participantes do Encontro em Manaus

Manaus (Segunda, 05-10-2009) Os bispos, padres e leigos que estiveram presentes no 3º Encontro Regional sobre a Amazônia, em Manaus (AM), aprovaram, na manhã de ontem (4), uma declaração em que reafirmam o compromisso da Igreja da América Latina com a Amazônia e expressam “preocupação” com as múltiplas ameaças que cercam a região, informou a CNBB. O evento foi convocado pelo Conselho Episcopal Latinoamericano (Celam) a partir de seus Departamentos de Justiça e Caridade, Missões e Espiritualidade, Comunhão e Diálogo.

Ressaltando o caráter divino da região amazônica por conta de sua diversidade de climas, biomas, rios, recursos naturais e povos com variadas culturas, a declaração afirma a necessidade de rechaçar “crenças equivocadas” acerca da região.

Cita, como exemplo, as afirmações sobre a Amazônia como uma “homogeneidade de ecossistemas e de povos, como a última fronteira da humanidade que deve ser ocupada ou o pulmão verde do mundo”. Igualmente rechaça os que consideram os povos autóctones (aqueles que viviam numa área geográfica antes da sua colonização) como “um freio ao desenvolvimento”.

A declaração condena também os modelos desenvolvimentistas que respondem à “racionalidade mercantilista de maximização da ganância, muitas vezes em prejuízo às pessoas, ao direito dos povos e do ambiente”. Recorda tanto os que destroem a natureza quanto os que a querem manter de pé numa visão capitalista e mercadológica.

Outra questão observada é a urbanização, que já levou mais de 70% das populações amazônicas às cidades. Segundo o documento, isto deteriora não só a qualidade das águas dos rios e a preservação da selva, mas também as condições de vida das pessoas, principalmente as das periferias mais pobres das cidades, o que causa a perda de suas tradições históricas.

Já os projetos dos governos latinoamericanos para a PanAmazônia receberam críticas dos participantes do encontro. Esses projetos governamentais, afirmaram, “violam os direitos de territorialidade dos povos indígenas, assim como o direito dos povos à água doce, à educação, saúde e trabalho, expressamente contidos em leis regulatórias viventes e nos tratados internacionais sobre os direitos humanos a que nossos países têm aderido”.

A declaração defende, ainda, o direito dos povos amazônicos à evangelização, afirmando ser “imprescindível acompanhar os povos indígenas na vivência e expressão da fé e no seu processo de ser protagonistas da evangelização e da transformação da sociedade. A serviço deles estão as instituições da Igreja tais como o Celam, as Conferências Episcopais e as pastorais diocesanas”.

Fontes:
http://www.cnbb.org.br
http://www.gaudiumpress.org

Bento XVI fala em vídeo à cúpula de mudanças climáticas da ONU

bentoxvi_d“A Terra é definitivamente um precioso presente do Criador que, ao desenhar seus ordenamentos intrínsecos, nos entregou guias que nos auxiliam como administradores de sua criação”, disse o Papa em sua participação, por meio de vídeo, no encontro da ONU para Mudanças Climáticas ocorrido na última terça-feira, em Nova York, mas cujo conteúdo só foi divulgado hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé. O encontro foi preparatório para uma ampla conferência internacional sobre clima que acontecerá em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro.

O vídeo do Papa enviado para o evento foi gravado durante a audiência geral do dia 16 de agosto. Nele, Bento XVI lembra aos líderes mundiais a necessidade de um uso responsável do meio ambiente para salvaguardar as futuras gerações e os pobres. “Juntos podemos construir um desenvolvimento humano integral que seja benéfico para todos os povos, presentes e futuros, um desenvolvimento inspirado pelos valores da caridade na verdade. Para que isso aconteça, é essencial que o atual modelo de desenvolvimento global seja transformado através de uma maior, e compartilhada, aceitação da responsabilidade pela criação: isso é exigido não apenas pelos fatores ambientais, mas também por causa do escândalo da fome e da miséria humana”, disse o Papa.

“Com esses sentimentos, desejo encorajar todos os participantes do encontro das Nações unidas para que entrem nas discussões construtivamente e com generosa coragem. De fato, todos nós somos chamados para exercitar uma responsável administração da criação, para usar os recursos de forma que cada indíviduo e comunidade possam viver com dignidade, e para desenvolver a aliança entre seres humanos e o meio, que deveria espelhar o amor criador de Deus”.

Fonte: http://www.gaudiumpress.org

Entidades católicas enviam delegação a evento sobre mudanças climáticas nos EUA

Climate Justice Statement

Climate Justice Statement

Nova York A União Internacional de Agências de Desenvolvimento Católicas (CIDSE) e a Cáritas Internacional anunciaram nesta terça-feira o envio de uma delegação ao encontro das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas que acontece hoje, 22, em Nova York.

Os dois órgãos vão se juntar aos responsáveis eclesiais e especialistas de países desenvolvidos e em desenvolvimento para solicitar aos líderes mundiais que ‘dêem prioridade absoluta a um novo acordo sobre o clima’.

Meeting and photo opportunity with Mr. Jose Manuel Barroso, President of the European Commission.

Meeting and photo opportunity with Mr. Jose Manuel Barroso, President of the European Commission.

O cardeal britânico e chefe da delegação, Keith O’Brien, afirmou que “os países ricos têm um dever moral inequívoco de reduzir as suas emissões e de ajudar os países em vias de desenvolvimento, que já sofreram as conseqüências do nosso uso excessivo de combustíveis fósseis com o intuito dos lucros”.

Os líderes mundiais se encontram na cidade estadunidense para conseguir a disposição política necessária e conseguir um acordo na conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, que acontece entre 7 e 18 de dezembro, em Copenhague, capital da Dinamarca.

A CIDSE e a Cáritas Internacional constituem a maior aliança humanitária e de desenvolvimento do mundo, com focos de atuação em mais de 200 países.

Fontes:
http://www.gaudiumpress.org
http://www.cidse.org
http://www.caritas.org

Dia de Oração pelo Meio Ambiente é comemorado na comunidade ortodoxa

Istambul A comunidade ortodoxa mundial celebra nesta terça-feira, dia 1º, o Dia de Oração pelo Meio Ambiente. Para a ocasião, o patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, divulgou uma mensagem em que pde que a crise financeira mundial enseje mudanças na abordagem com relação ao meio ambiente.

“(A crise) oferece uma oportunidade para lidarmos com os problemas de maneira diferente. Precisamos incluir o amor em nossos desafios – o amor que inspira coragem e compaixão”, declarou o patriarca.

Bartolomeu pediu ainda em sua mensagem que se ore pelo sucesso da próxima Convenção da ONU sobre mudanças climáticas, marcada para o mês de dezembro em Copenhague, na Dinamarca. “Todos devemos renovar nosso compromisso para trabalhar juntos e promover mudanças. Rezemos para rejeitar qualquer atitude que prejudique a Criação, para alterar nosso modo de pensar, e então, drasticamente, nosso modo de viver”, clamou em seu texto.

Suíça

Paralelamente à Conferência de dezembro, diversos eventos preparatórios vêm ocorrendo com o intuito de “afinar os discursos” para o encontro na Dinamarca. Desde ontem, em Genebra, na Suíça, representantes de 150 países estão debatendo uma postura científica comum sobre como prever melhor os efeitos das mudanças climáticas. Também discutem maneiras mais eficazes para colocar à disposição de todos informações confiáveis sobre o tema.

Conforme noticiado pela Radio Vaticana, a enviada especial da ONU para a Mudança Climática, Gro Harlem Brundtland, destacou no evento de Genebra que muitas situações de crise de fome, epidemias e deslocamentos forçados, quase exclusivas dos países pobres, estão vinculadas aos desastres naturais, agora mais freqüentes devido ao aquecimento do planeta.

A conferência da Suíça é a terceira do gênero organizada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). A expectativa é que a conferência deste ano termine com um acordo para a criação de uma rede mundial de informações climáticas.

Fonte: Gaudium Press

Bento XVI ressalta importância do meio ambiente em audiência geral de final de verão

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Papa Bento XVI

Castel Gandolfo (Quarta, 26-08-2009, Gaudium Press) “Enquanto se volta às atividades cotidianas, como não agradecer a Deus pelo dom precioso da criação, do qual é possível gozar, e não somente durante o período de férias!” Hoje pela manhã foi realizada a última audiência geral e Bento XVI no período de férias de verão na Itália e na Europa. Por conta disso, o Papa optou focar a catequese de seu discurso na importância da proteção e do respeito ao meio ambiente, cujas discussões, segundo o pontífice, estão fazendo suscitar uma nova “sensibilidade” sobre a questão.

“A terra é o dom precioso do Criador, o qual nela designou ordenamentos intrínsecos, dando-nos assim os sinais de orientação aos quais devemos nos ater como administradores da sua criação. E é exatamente a partir desta consciência que a Igreja considera as questões ligadas ao ambiente e à sua proteção intimamente conectadas com o tema do desenvolvimento humano integral”, declarou Bento XVI, lembrando que a temática esteve presente também em sua mais recente encíclica.

“A tais questões me referi diversas vezes na minha última encíclica “Caritas in Veritate”, chamando para a ‘urgente necessidade moral de uma solidariedade renovada’ não somente nas relações entre os países, mas também entre os próprios homens, uma vez que o ambiente natural foi dado por Deus a todos, e o seu uso comporta uma responsabilidade pessoal nossa com relação a toda a humanidade, em particular aos pobres e as gerações futuras”.

Bento XVI alertou para o mau uso dos recursos naturais e disse ser “indispensável” repensar o atual modelo de desenvolvimento global, de forma que as próximas gerações consigam ainda herdar uma terra onde possam “habitar dignamente e cultivar”.

Ao término da audiência geral, Bento XVI recitou a oração do Pai Nosso em latim, saudou os fiéis presentes em suas línguas de origem e concedeu a benção final. O Papa também voltou à janela do pátio interno do Palácio de Castel Gandolfo para dirigir-se especialmente aos peregrinos alemães, presentes em grande número no local.

Com o fim de agosto, terminam em toda a Europa as férias de verão. Também o Vaticano volta ao seu dia-a-dia regular, mas, por conta do clima ainda quente desta temporada, o Santo Padre permanecerá trabalhando na sua residência de veraneio de Castel Gandolfo até meados de setembro. O próximo mês será intenso para Bento XVI em termos de viagens apostólicas. No primeiro domingo, parte em visita a Viterbo e Bagnoreggio, na Itália. No fim do mês, viaja a República Tcheca.

A última audiência geral de verão contou com uma presença
maior de fiéis em relação às demais do mês de agosto. Perto de 5.500 pessoas estiveram presentes. Entre elas um grupo de 15 visitantes oriundo de Mogi das Cruzes, no Brasil, que entoou uma “Ave Maria” ao Papa quando este começou a saudação em português. O Papa parecia muito contente e descansado e fez coro aos fiéis brasileiros no canto.

“Saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os grupos do Coral de Vila Real e de Mogi das Cruzes, desejando que esta visita ao Sucessor de Pedro fortaleça a vossa fé e vos ajude a irradiar o Amor de Deus na própria casa e na sociedade. O Pai do Céu derrame os seus dons sobre vós e vossas famílias, que de coração abençoo”.

Ao final, em italiano, o Papa pediu a um grupo de estudantes da escola superior de Saitama, do Japão, para que cantassem em japonês. Com o canto mariano “Madonna Nera”, o Santo Padre saudou também os peregrinos poloneses. Hoje, na Polônia, se celebra a Solenidade da Beata Maria Virgem de Czestochowa, conhecida como “Madonna Nera”. No santuário de Jasna Gora (monte claro) em Czestochowa, se encontra a antiga imagem de Maria, com o rosto negro, segurando o menino Jesus. O local é considerado o mais importante e famoso sítio religioso e mariano da Polônia, chamado de capital espiritual da Polônia e já visitado por João Paulo II e Bento XVI.

fonte: Gaudium Press

Presidente da pastoral de ecologia e meio ambiente dominicana pede sanções aos crimes ambientais

Santo Domingo (Sexta, 05-06-2009, Gaudium Press) A Comissão Nacional da Pastoral de Ecologia e Meio Ambiente da República Dominicana pediu nesta sexta-feira que os violadores de leis ambientais recebam sanções e punições da Justiça.

O pedido feito pelo presidente do órgão, o bispo emérito de Barahona, monsenhor Fabio Mamerto Rivas, durante a celebração eucarística do Dia Mundial do Meio Ambiente ainda demanda um reforço na vigilância policial em ‘áreas vulneráveis’, e também uma melhor delimitação das zonas de proteção a fim de evitar o tráfico ilegal de espécies.

“Reafirmamos nosso pedido a toda a nação para que seja mantido um equilíbrio ecológico, compromisso contraído com nossos filhos (…) que devem ter consciencia de que lhes deixamos um mundo melhor que o que recebemos”, enfatizou o religioso.

Durante a homilia, monsenhor Mamerto Rivas ainda pediu aos cidadãos que evitem jogar lixo no solo e às autoridades que ‘façam sua parte’ para proteger os recursos naturais.

Igreja se preocupa com questões ligadas à ecologia, destaca bispo

CNBB realiza Simpósio Internacional “Mudanças Climáticas e Justiça Social”

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Dom Dimas Lara Barbosa secretário-geral da CNBB

O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara Barbosa, destacou  que a Igreja se preocupa com questões ligadas à ecologia, um responsabilidade de todos, também “a partir do ângulo da fé”.O secretário geral falou em coletiva de imprensa na abertura do Simpósio Internacional “Mudanças Climáticas e Justiça Social”, evento organizado pela CNBB e Misereor, entre hoje e quarta-feira, em Brasília. O Simpósio, que discute os impactos das mudanças climáticas sobre as populações mais vulneráveis, acolhe cerca de 200 participantes.

Dom Dimas afirmou que a consciência ambiental tem crescido na Igreja. Ele relembrou alguns dos esforços da Igreja no Brasil para tratar da temática ecológica.

“Não é de hoje a preocupação da Igreja em tratar das questões ligadas a ecologia. Podemos lembrar que em 1979, a Campanha da Fraternidade refletiu a temática ‘Preserve o que é de todos’; em 2004 voltamos a pensar sobre o assunto com a Campanha da Fraternidade ‘Água, fonte de vida’, e em 2007 com a Campanha ‘Vida e Missão neste Chão’, recordou, segundo informa a CNBB.

Além das Campanhas, Dom Dimas se referiu à Comissão Episcopal Especial para a Amazônia. “A Amazônia tem se tornado estratégica para a Igreja no Brasil e temos lutado para que ela seja preservada”, disse.

Dom Dimas ainda lembrou que durante a 46ª Assembleia Geral da CNBB, em abril de 2008, foi decidida a criação de uma equipe multidisciplinar para representar os vários biomas brasileiros. Desde então, o grupo reflete sobre sustentabilidade e ação concreta dentro dos seguintes biomas: cerrado, pantanal, semi-árido, os pampas, a mata atlântica e a realidade urbana das grandes cidades.

O secretário-geral da CNBB enfatizou que a constituição do grupo, formado desde o ano passado, tem o objetivo de se preocupar com a questão da ecologia e do meio ambiente.

“Nos preocupamos com essa responsabilidade a partir do ângulo da fé. Quando nos preocupamos com o meio ambiente também nos preocupamos com a vida do planeta.”

“Acreditamos que as mudanças climáticas irão atingir as populações mais pobres do Brasil. Questões ligadas às águas, alimentação e saúde serão diretamente atingidas. Os ricos sofrerão menos com essas mudanças, por isso, é importante criar formas de adaptação a essas mudanças climáticas”, disse Cláudio Moser, representante da Misereor.

Fonte:ZENIT.org

Paz con Dios Creador, Paz con toda la Creación

Tradução para português

Introducción a la Justicia Ambiental Católica

por Bill Jacobs, ecologista y director del Centro Católico de Conservación. Traducción de Luis Enrique Lazcano Flores.

En 1990, el Papa Juan Pablo II hizo público su mensaje para el día Mundial de la Paz, Paz con Dios – Paz con toda la Creación, en que el Santo Padre anunció, “Hay una conciencia creciente que la Paz mundial es amenazada, no solo por la carrera armamentista, los conflictos regionales, y la continua injusticia entre las personas y las naciones, pero también por una falta del debido respeto por la naturaleza… Más aún, una nueva conciencia ecológica comienza a emerger que, más que ser descartada, debe ser alentada para que se desarrolle en programas concretos e iniciativas.”

Algunas personas creen que la Iglesia Católica Romana solamente en tiempo reciente ha entrado a los campos de justicia ambiental, ecología, y conservación. Nada podría estar más lejos de la verdad! De acuerdo a una líder católica, campeona por la justicia ambiental, la hermana del Sagrado Corazón de María Marjorie Keenan, “El comprometerse a la promoción de un medio ambiente bueno y saludable para todos es seguir el plan de Dios para la creación, un plan confiado a nosotros desde el Principio”7

Desde su inicio, la Iglesia nos ha instruído en el dominio apropiado y la administración de la Creación. Esta sabiduría se nos revela a través de la Sagrada Escritura, la Tradición viviente de la Iglesia, el mensaje de la Creación, y la voz de la conciencia iluminada por la Ley Divina.

La postura Católica a la justicia ambiental está basada en los dos mandamientos de Jesucristo: Amar a Dios sobre todas las cosas y amar a nuestro prójimo como a nosotros mismos. El Amor de Dios requiere respeto por los dones de Dios y por la Voluntad creadora de Dios. El amor al prójimo requiere justicia, que prohibe la destrucción ambiental del ambiente sin desproteger a aquellos que tienen necesidad hoy en día, ni a las necesidades de las futuras generaciones.1

La actitud Católica hacia la Naturaleza, en una palabra, es la administración. Administración es el cuidado y procuración responsable de algo confiado a nuestro cuidado. De las primeras páginas de la Biblia, estamos instruídos a “cultivar y cuidar de” la Creación de Dios (Genesis 2:15). Creado a imagen y semejanza de Dios, se nos ha concedido el dominio sobre el resto de la Creación (Genesis 1:26-28). Dominio significa que tenemos soberanía sobre y responsabilidad por el bienestar de la Creación de Dios. Nos asemejamos a Dios principalmente por el dominio; de aquí pues, que nuestro dominio debe asemejarse también al dominio de Dios. Debemos cultivar y cuidar de la Tierra como lo hace Dios, con amor y sabiduría. Estamos llamados a ejercer el dominio de formas que permitan al Acto Creador de Dios original ser desplegado más allá. Y porque nos asemejamos al Creador, somos también en un sentido co-creadores con El.

Dominio no significa que a Dios no le importa como usamos el mundo material. Desde el principio, Dios insiste que los humanos no son “pequeños dioses” con autoridad ilimitada. No solo el Genesis describe la Creación de la humanidad como “muy buena,” sino que describe la parte no humana de la Creación como “buena.” En otras palabras, la naturaleza tiene su propio valor, y ese valor está dado por Dios. Dios permite que las personas sean inteligentes y libera las causas en orden a completar la obra de la Creación y perfeccionar su armonía.

En el año 97 D.C., el papa San Clemente describió la paz y armonía del Universo, “Los cielos, moviéndose bajo su Gobierno, están sujetos a El en paz. Día y noche siguen el curso señalado por El. El sol y la luna, con la compañía de las estrellas, se mueven en armonía de acuerdo a Su voluntad. La Tierra fértil, de acuerdo a sus deseos, produce alimentos en abundancia, en las estaciones apropiadas, para el hombre y el animal y todos los seres vivientes en ella. Las estaciones de primavera, verano, otoño e invierno, plácidamente ceden su lugar una a la otra. Aún el más pequeño de los seres vivos se encuentran unidos en paz y concordia. A todo esto el gran Creador y Señor de todo ha determinado que exista en paz y armonía.” Tales declaraciones de un Universo armonioso endosadas por Dios por su propia integridad y balance dinámico interno, son comunes a través de la Tradición viviente de la Iglesia.

Hace más de 40 años, en 1961, el Papa Juan XXIII nos recordó otra vez de la necesidad de cuidar a la Creación. Explicó, “El Génesis relata como Dios les dió dos mandamientos a nuestros primeros padres: el transmitir la vida humana — ‘Creced y multiplicaos’ – y traer a la naturaleza a su servicio — ‘Llenad la Tierra, y dominadla.’ Estos dos mandamientos son complementarios. Nada se ha dicho en el segundo de estos mandamientos sobre destruír a la naturaleza. Al contrario, debe atraerse al servicio de la vida humana.”

En 1971, el Papa Pablo VI advirtió, “El hombre de repente se está dando cuenta que por una explotación mal considerada de la naturaleza, arriesga destruirla y volverse a su vez la víctima de su propia degradación. No solo el ambiente material se está volviendo una amenaza permanente – la contaminación y negación, nuevas enfermedades y una capacidad de destrucción absoluta – pero el marco de la actividad humana ya no está bajo el control del Hombre, por tanto creando un medio ambiente para mañana que puede ser posiblemente intolerable. Esto es un problema social de largo alcance que concierne a toda la familia humana.” El añadió, “Todo está inter-relacionado. [Debemos estar atentos] a las consecuencias a gran escala de que cada intervención del hombre repercute en el balance de la Naturaleza, que se ha puesto a la disposición del hombre en toda su riqueza armoniosa, de acuerdo a los designios amorosos del Creador”.5

Desde el principio, Dios y su Iglesia nos han llamado a ser co-creadores y administradores de la Creación en amor y sabiduría. Hoy en día su llamado sigue tan urgente como siempre.

fonte: Centro Católico de Conservación

Ciclo de Conferências na Faculdade Arautos em defesa Meio Ambiente na Serra da Cantareira

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Papa alerta: respeito à vida e sobre ecologia

Encíclica considera contradição pedir às novas gerações o respeito do ambiente «quando a educação e as leis não as ajudam a respeitar-se a si mesmas»

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Bento XVI considera que um “dos aspectos mais evidentes do desenvolvimento actual” é a questão do respeito pela vida, condenando mentalidades anti-natalistas e a promoção do aborto e da eutanásia.O documento indica que “a fecundação in vitro, a pesquisa sobre os embriões, a possibilidade da clonagem e hibridação humana nascem e promovem-se na actual cultura do desencanto total, que pensa ter desvendado todos os mistérios porque já se chegou à raiz da vida”.

“À difusa e trágica chaga do aborto poder-se-ia juntar no futuro – embora subrepticiamente já esteja presente in nuce - uma sistemática planificação eugenética dos nascimentos. No extremo oposto, vai abrindo caminho uma mens eutanasica, manifestação não menos abusiva de domínio sobre a vida”, adverte.

Segundo Bento XVI, se “não é respeitado o direito à vida e à morte natural, se se torna artificial a concepção, a gestação e o nascimento do homem, se são sacrificados embriões humanos na pesquisa, a consciência comum acaba por perder o conceito de ecologia humana e, com ele, o de ecologia ambiental”.

“É uma contradição pedir às novas gerações o respeito do ambiente natural, quando a educação e as leis não as ajudam a respeitar-se a si mesmas”, diz o Papa.

A encíclica diz que os projectos para um desenvolvimento humano integral “não podem ignorar os vindouros, mas devem ser animados pela solidariedade e a justiça entre as gerações, tendo em conta os diversos âmbitos: ecológico, jurídico, económico, político, cultural”.

Em particular, Bento XVI desenvolve as questões relacionadas com “as problemáticas energéticas”, condenando “o açambarcamento dos recursos energéticos não renováveis por parte de alguns Estados, grupos de poder e empresas”.

“A protecção do ambiente, dos recursos e do clima requer que todos os responsáveis internacionais actuem conjuntamente e se demonstrem prontos a agir de boa fé, no respeito da lei e da solidariedade para com as regiões mais débeis da terra”, indica o documento.

O Papa observa que “a monopolização dos recursos naturais, que em muitos casos se encontram precisamente nos países pobres, gera exploração e frequentes conflitos entre as nações e dentro das mesmas”.

Nesse sentido, prossegue, “a comunidade internacional tem o imperioso dever de encontrar as vias institucionais para regular a exploração dos recursos não renováveis, com a participação também dos países pobres, de modo a planificar em conjunto o futuro”.

Por isso, Bento XVI frisa que também neste campo “há urgente necessidade moral de uma renovada solidariedade, especialmente nas relações entre os países em vias de desenvolvimento e os países altamente industrializados”.

“As sociedades tecnicamente avançadas podem e devem diminuir o consumo energético seja porque as actividades manufactureiras evoluem, seja porque entre os seus cidadãos reina maior sensibilidade ecológica. Além disso há que acrescentar que, actualmente, é possível melhorar a eficiência energética e fazer avançar a pesquisa de energias alternativas”, pode ler-se.

“O açambarcamento dos recursos, especialmente da água, pode provocar graves conflitos entre as populações envolvidas”, alerta ainda a “Caritas in veritate”.

Fonte: Eclesia

Fauna da Serra da Cantareira – Tatu

Dasypodidae
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Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Superordem: Xenarthra
Ordem: Cingulata
Família: Dasypodidae

Gray, 1821

Géneros
Chlamyphorus

Cabassous

Chaetophractus

Dasypus

Euphractus

Priodontes

Tolypeutes

Zaedyu

O tatu é um mamífero da ordem Xenarthra, família Dasypodidae, caracterizado pela armadura que cobre o corpo. Nativos do continente Americano, os tatus habitam savanas, cerrados, matas ciliares, e florestas secas. Têm importância para a medicina, uma vez que são os únicos animais, para além do homem, capazes de contrair lepra, sendo usados nos estudos dessa enfermidade.

Os tatus também são de grande importância ecológica, pois são capazes de alimentar-se de insetos (insetívoro) contribuindo para um equilibrio de populações de formigas e cupins. Na Universidade da Região da Campanha – Alegrete/RS, um trabalho de dieta destes dasípodos revelou que apenas um exemplar (Dasypus hybridus – tatu mulita) com aproximadamente 2,5 kg de peso consome cerca de 8.855 invertebrados em apenas uma noite ou até menos.

Quando estes animais são caçados pelo seu valor cinegético (caça para alimento) acaba por se desequilibrar o ecossistema pois se extermina um controlador natural de insectos, favorecendo o aumento destes invertebrados, resultando em problemas econômicos para a região.

Quando se protege de outros predadores, o tatu enrola-se, formando uma bola de armadura quase indestrutível. Nem um atropelamento de um veículo consegue perfurar a espessa armadura que o cobre.

fonte: wiki

Fauna da Serra da Cantareira – Bugio

Bugio
Bugiu
Estado de conservação
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Subordem: Haplorrhini
Infraordem: Simiiformes
Parvordem: Platyrrhini
Família: Atelidae
Subfamília: Alouattinae
Género: Alouatta
Espécie: A. guariba
Nome binomial
Alouatta guariba

( Humboldt, 1812

O bugio (também conhecido por guariba, barbado ou macaco-uivador) está entre os maiores primatas neotropicais, com comprimento de 30 a 75 centímetros. Sua pelagem varia de tons ruivos, ruivo acastanhados, castanho e castanho escuro. No caso da subespécie Alouatta guariba clamitans, os machos são vermelho-alaranjados e as fêmeas e jovens são castanho escuros. Ele é famoso por seu grito, que pode ser ouvido em toda a mata, e pela presença de pêlos mais compridos nos lados da face formando uma espécie de barba.

O Alouatta guariba é a espécie de bugio que habita a Mata Atlântica, desde o sul da Bahia (subespécie Alouatta guariba guariba) até o Rio Grande do Sul, chegando ao norte da Argentina, na região de Misiones (Subespécie Alouatta guariba clamitans). As duas subespécies constam na lista do Ibama como criticamente em perigo e vulnerável, respectivamente.

O desmatamento ameaça a sobrevivência dos bugios de diferentes maneiras. A mais evidente é a retirada da vegetação, o que restringe seus ambientes a pequenos fragmentos isolados.

  • Nasce em todas as estações do ano, depois um período de gestação de aproximadamente 140 dias.
  • Filho fica agarrado às costas da mãe durante os primeiros meses de vida.
  • Maturidade é atingida entre um ano e meio e dois anos.
  • Alimenta-se predominantemente de folhas, flores, brotos, frutos e caules de trepadeiras.
  • Pouco ativo, se locomove vagarosamente com a auxílio de sua cauda preênsil, que pode atingir 80 cm.
  • Pode atingir até 9 kg de peso.

A Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza (FBCN) mantém laboratórios e alojamentos para pesquisadores denominado Estação Biológica de Caratinga (EBC), que é uma fazenda particular com um fragmento de Mata Atlântica e cerca de 800 hectares, onde ocorre a subespécie Alouatta guariba clamitans.

O grito do bugio

Quando amanhece em algum lugar de uma floresta tropical da América do Sul ouvem-se rugidos crescentes. Primeiro um, em seguida outro e depois outro, cada qual mais forte e penetrante. São os bandos de bugios comunicando a sua localização uns para os outros, como se cada indivíduo estivesse dizendo: “Estou no pedaço.”

O grito é a sua característica mais importante (um ronco forte). É interrompido e recomeçado várias vezes durante minutos e até horas. Costuma ser emitido também quando são observados outros grupos se aproximando ou com a invasão do território por outro indivíduo.

Quem ouve o ronco assustador do bugio nem imagina que por trás dequele estrondo e da barba espessa, esconde-se um macaco tímido, que vive em pequenos grupos, de três a doze indivíduos, de ambos os sexos e várias idades, chefiados por um macho adulto. Quanto ao seu tempo de vida, pouco se sabe, pois trata-se de um animal que não se adapta bem ao cativeiro.

A amplificação da potência desses sons é obtida graças ao hióide, pequeno osso situado entre a laringe e a base da língua. Na presença de um predador, ou de outros grupos de bugios o hióide funciona como uma caixa de ressonância.

Carne nobre para os índios

Os bugios (ou guaribas) foram muito caçados pelos índios, que apreciavam a sua carne acima de todas as outras. A lentidão para fugir das flechas também contribuiu para a sua preferência entre os índios. A caça ao primata é descrita por Darcy Ribeiro no livro Diários Índios (Cia. das Letras, 1996).

“Durante a caçada aos guaribas, os índios entusiasmaram-se a valer, gritavam imitando os urros dos macacos e os perseguiram por quilômetros, seguindo sua corrida nas árvores, saltando troncos, numa disparada infernal no meio da mata fechada.”

“A caçada aos guaribas é extremamente difícil. Eles se escondem na fronde das árvores mais altas, entre as touceiras de cipós, e ficam lá por horas, sem se mostrarem. Quando atingidos por flechas, que devem romper toda aquela couraça de lianas, os guaribas gritam de modo assustador, arrancam as flechas do corpo e as quebram com gestos muito humanos.”

Bugios em Embu das Artes

Recentemente foi registada a presença destes animais na região de Embu das Artes. Foram gravadas imagens e o som característico dos animais.

fonte: wiki

Conferência “Em Defesa do Meio Ambiente”

Dando seqüência ao seu trabalho de cidadania, a Faculdade Arautos do Evangelho – FAEV continua seu Ciclo de Conferências. Realizou-se no dia 1º de Abril de 2008, às 18h00, no Auditório da Faculdade Arautos do Evangelho e envolveu a participação de 400 pessoas da comunidade acadêmica e moradores da região da Serra da Cantareira, a Conferência sobre “Meio Ambiente em que vivemos e o Parque Estadual da Cantareira”. Para explanação do tema foi convidado o Secretário de Meio Ambiente do município de Mairiporã, Prof. Ms. Jonpeter Germano Glaeser.

Com diversos assuntos ligados a temática Meio Ambiente, o Prof.º Ms. Glaeser, destacou os principais aspectos positivos e negativos atualmente encontrados na Serra da Cantareira, dando a conhecer como o avanço da cidade, quando mal estruturado, pode prejudicar as áreas naturais e de reservas, o papel dos seres humanos e sua importância para que ele se beneficie e preserve de forma harmônica o Meio Ambiente em que vive.

Ele explicou como foi concebido o  Parque Estadual da Cantareira, com seus quatro núcleos (Pedra Grande, Aguas Claras, Engordadouro e Cabuçu), expondo sobre todas as características de cada local. O Professor salientou os problemas enfrentados pela especulação imobiliária, loteamentos clandestinos, áreas particulares contíguas, que facilitam a formação de favelas em seu entorno, provocados pela “Pressão Antrópica” (expansão da região urbana em direção a serra, principalmente a Zona Norte de São Paulo e Guarulhos), segundo o conferencista:

“O Arautos do Evangelho realizam um trabalho de grande importância para a preservação da Serra da Cantareira com o plantio de vegetação silvestre na região, que restaura o aspecto ambiental ao substituir as árvores eucalipto, pinheiro e exótica na região e que degradam o ambiente por não permitir o desenvolvimento natural da floresta, por vegetação nativa, típica que irá colaborar para o desenvolvimento natural.”

Após a apresentação do tema, o Prof.º Ms. Glaeser respondeu as questões feitas pelos participantes do evento, falando sobre sua vida pública e carreira acadêmica, modelos de parcerias, obras governamentais e fontes de energias renováveis. Uma das perguntas estava relacionada como os cidadãos podem colaborar para a preservação do Meio Ambiente:

“A lição de maior eficácia seria que cada cidadão se torne um multiplicador educacional (…) Campanhas e atividades podem ser realizadas por outras partes da sociedade a exemplo que a Faculdade dos Arautos do Evangelho faz hoje aqui.”

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Foto do Evento

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Amazônia secará, mas sobreviverá a aquecimento, diz estudo

A Amazônia pode estar menos vulnerável ao aquecimento global do que se temia, porque a maioria das projeções subestima o volume das chuvas, segundo um novo estudo divulgado na segunda-feira por cientistas do Reino Unido.

De acordo com eles, o Brasil e outros países da região têm de se empenhar para evitar um ressecamento irreversível do leste da Amazônia, a região mais ameaçada pela mudança climática, o desmatamento e as queimadas.

“O regime de chuvas no leste da Amazônia deve mudar durante o século 21 numa direção que favoreça mais florestas sazonais em vez de cerrados”, escreveram os cientistas na edição desta semana da revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

As florestas sazonais têm estações secas e úmidas, ao contrário da atual floresta tropical, perenemente úmida. A mudança pode favorecer novas espécies de plantas e animais.

O novo estudo contrasta com projeções anteriores de que a Amazônia poderia ser substituída pelo cerrado. Em 2007, um relatório do Painel Climático da ONU, que reúne os principais climatologistas do mundo, alertava que “até meados do século, aumentos na temperatura e o correspondente declínio na água do solo devem levar a uma substituição gradual das florestas tropicais pelo cerrado no leste da Amazônia”.

O novo estudo diz que quase todos os 19 modelos climáticos globais subestimam as chuvas na maior floresta tropical do mundo –conclusão obtida com base nas comparações dos modelos com as observações do clima ao longo do século 20.

amazoniaAs planícies amazônicas têm uma precipitação pluviométrica anual de 2.400 milímetros, e mesmo com as reduções previstas elas devem continuar suficientemente úmidas para sustentar uma floresta, segundo o estudo.

Os especialistas também reagiram a estudos de campo sobre como a Amazônia poderia reagir ao ressecamento. Eles mostraram que as florestas sazonais seriam mais resistentes a eventuais secas, porém mais vulneráveis a queimadas do que as atuais matas.

O estudo alerta ainda para os riscos agregados pela fragmentação da floresta devido à abertura de estradas e lavouras.

“A forma fundamental para minimizar o risco de degradação da Amazônia é controlar globalmente as emissões de gases do efeito estufa, particularmente pela queima de combustíveis fósseis no mundo desenvolvido e na Ásia”, disse Yadvinder Malhi, coordenador do estudo, da Universidade de Oxford.

Mas ele afirmou que os governos da região, especialmente o Brasil, também precisam gerenciar melhor as florestas.

O aquecimento global, segundo os cientistas, está “acompanhado por uma intensidade sem precedentes na pressão direta sobre as florestas tropicais, por meio da extração de madeira, desmatamento, fragmentação e uso do fogo”.

Fonte: 

Minas Gerais é o maior desmatador da floresta atlântica

Uma área de mata atlântica de 103 mil hectares, equivalente a dois terços da cidade de São Paulo, foi desmatada no Brasil entre 2005 e 2008. O Estado campeão de desflorestamento foi Minas Gerais, pressionado pela produção de carvão. No período, perdeu-se 32,7 mil hectares de vegetação.

Além disso, a taxa anual de desmate permanece quase constante por oito anos –de 2000 a 2005 foram ceifados 34,9 mil hectares. De 2005 a 2008, foram 34,1 mil ha.

Isso mostra que a Lei da Mata Atlântica, aprovada em 2006, ainda não teve eficácia. Segundo a lei, o corte de vegetação primária e secundária só pode ocorrer em casos excepcionais, como para realizar projetos de utilidade pública.

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Os dados de desmatamento, da ONG Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, referem-se a dez Estados, dos 17 que ainda têm o bioma. Atrás de Minas na lista de desmatadores estão Santa Catarina e Bahia. No ranking das cidades, as líderes de destruição são Jequitinhonha (MG), Itaiópolis (SC) e Bom Jesus da Lapa (BA).

O cenário é desanimador para a floresta que tem seu dia comemorado hoje. “Sinaliza que o poder público não tem priorizado o tema. É preciso melhorar a fiscalização”, afirma Marcia Hirota, diretora da ONG SOS. Ela defende, inclusive, que os Estados adotem metas de redução do desmate.

A área original do bioma está reduzida a 11,4%, se considerados os fragmentos de floresta acima de 3 hectares –quanto menor a área, mais difícil é a sobrevivência das espécies. Mas, se apenas fragmentos com mais de cem hectares forem levados em consideração, o remanescente cai para 7,9%.

Em Minas, a região mais desmatada fica na divisa com o cerrado. E, de acordo com Mario Mantovani, também diretor da ONG, sua destruição está relacionada à exploração de carvão vegetal para a siderurgia.

O IEF (Instituto Estadual de Florestas), órgão ambiental de Minas Gerais, afirma que a pressão sobre as florestas nativas decorrem da “expansão agropecuária e do consumo ilegal de carvão vegetal”. Porém, segundo o IEF, de 2003 até 2009 foram aplicados R$ 98 milhões no monitoramento e fiscalização ambiental da área.

Santa Catarina foi criticada por aprovar recentemente lei que prevê redução da faixa de preservação ao longo de rios. “Essa é a ponta de um grande problema, com décadas de desobediência civil e do desmonte do órgão ambiental”, disse Mantovani. A Folha procurou a Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável de SC, mas não teve resposta.

Fonte:Folha 

Conferência sobre o Meio Ambiente

O Deputado Estadual Dr. Sérgio Olímpio Gomes visitou o Colégio e Seminário dos Arautos situado na Serra da Cantareira – SP, onde fez uma conferência sobre o Meio Ambiente e sua conservação.

Dr. Sérgio Olímpio é também Presidente da Frente Parlamentar em defesa da Cantareira além de possuir muitos outros títulos.


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Arautos ajudam na recuperação da Serra da Cantareira

Um dos grandes objetivos dos Arautos do Evangelho é a preservação do meio ambiente.

O principal foco é a Serra da Cantareira, a maior floresta urbana do mundo onde, constantemente, os Arautos realizam ações de reflorestamento e plantio de árvores nativas da região.

Na contramão desta ação, temos a devastação provocada por atitudes humanas, que colocam em risco a manutenção desta importante área.

Nossa equipe de reportagem acompanhou um trabalho que movimentou órgãos importantes, ligados ao meio ambiente, e que contou com o apoio total dos Arautos para recuperar uma área que estava servindo como depósito de lixo, em pleno Parque Estadual da Cantareira.

O que foi encontrado neste local serve como alerta para a população a fim de evitar que essa área verde seja extinta.


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Um caminho para o mar

Quando os primeiros navios chegaram da Europa no Brasil, carregados de mercadorias, uma das grandes dificuldades encontradas para levar os produtos do porto para o planalto, era transpor a Serra do Mar.

Nesta reportagem você vai conhecer um pouco da história da primeira ligação entre o litoral e a planície, encravada no meio da Serra e que serviu, por muitos anos, como o único meio de vencer o “Paredão Verde” que separava Santos de São Paulo.


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Trabalho de preservação ambiental I

Os alunos do Colégio Arautos do Evangelho Internacional – Thabor realizaram durante o ano um trabalho interdisciplinar com o tema: da criação ao criador.

O objetivo é aprender mais sobre o meio ambiente e a preservação da Serra da Cantareira. Nesta primeira reportagem você vai conhecer o trabalho dos alunos da 5ª série que estudaram sobre o reaproveitamento dos alimentos e a evitar o desperdício.


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