Acordo entre Brasil e EUA converte dívida em proteção ambiental

Em vez de pagar US$ 21 mi, País se compromete a destinar recursos para Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga

REUTERS
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ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) e a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari)

Brasil e Estados Unidos assinaram na última quarta-feira um acordo que reduz o pagamento de uma dívida brasileira em cerca de 21 milhões de dólares em troca de mais proteção dos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

Com o acerto, o Brasil se compromete a destinar recursos para projetos de conservação ambiental.

“Essa iniciativa representa um salto qualitativo. É mais um instrumento que fortalece a cooperação bilateral, amplia a participação de atores e a oferta de recursos”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, segundo o site da pasta.

O acordo entre os dois países foi possível graças ao Tropical Forest Conservation Act (TFCA), promulgado pelos Estados Unidos em 1998 e que pretende encorajar a preservação das florestas tropicais no mundo.

Foi o 16o acordo deste tipo concluído pelos norte-americanos e o primeiro com o Brasil.

“A dívida que será convertida em proteção ao meio ambiente foi contraída pelo Brasil por volta dos anos 1960. De acordo com Izabella Teixeira, o país vinha cumprindo o cronograma de pagamento, e já teria pagado mais de 100 milhões de dólares”, informou o Ministério do Meio Ambiente.

A Caatinga é um ecossistema único com ocorrência de rica vegetação em região semi-árida

O bioma Caatinga é o principal ecossistema existente na Região Nordeste, estendendo-se pelo domínio de climas semi-áridos, numa área de 73.683.649 ha, 6,83% do território nacional; ocupa os estados da BA, CE, PI, PE, RN, PB, SE, AL, MA e MG. O termo Caatinga é originário do tupi-guarani e significa mata branca. É um bioma único pois, apesar de estar localizado em área de clima semi-árido, apresenta grande variedade de paisagens, relativa riqueza biológica e endemismo. A ocorrência de secas estacionais e periódicas estabelece regimes intermitentes aos rios e deixa a vegetação sem folhas. A folhagem das plantas volta a brotar e fica verde nos curtos períodos de chuvas.

A Caatinga é dominada por tipos de vegetação com características xerofíticas – formações vegetais secas, que compõem uma paisagem cálida e espinhosa – com estratos compostos por gramíneas, arbustos e árvores de porte baixo ou médio (3 a 7 metros de altura), caducifólias (folhas que caem), com grande quantidade de plantas espinhosas (exemplo: leguminosas), entremeadas de outras espécies como as cactáceas e as bromeliáceas.

Levantamentos sobre a fauna do domínio da Caatinga revelam a existência de 40 espécies de lagartos, sete espécies de anfibenídeos (espécies de lagartos sem pés), 45 espécies de serpentes, quatro de quelônios, uma de Crocodylia, 44 anfíbios anuros e uma de Gymnophiona.

Foto Onça Vermelha, também chamada de puma, suçuarana, cougar, jaguaruna, leão-baio, onça-parda e leão-da-montanha

Foto Onça Vermelha, também chamada de puma, suçuarana, cougar, jaguaruna, leão-baio, onça-parda e leão-da-montanha

A Caatinga tem sido ocupada desde os tempos do Brasil-Colônia com o regime de sesmarias e sistema de capitanias hereditárias, por meio de doações de terras, criando-se condições para a concentração fundiária. De acordo com o IBGE, 27 milhões de pessoas vivem atualmente no polígono das secas. A extração de madeira, a monocultura da cana-de-açúcar e a pecuária nas grandes propriedades (latifúndios) deram origem à exploração econômica. Na região da Caatinga, ainda é praticada a agricultura de sequeiro.

Os ecossistemas do bioma Caatinga encontram-se bastante alterados, com a substituição de espécies vegetais nativas por cultivos e pastagens. O desmatamento e as queimadas são ainda práticas comuns no preparo da terra para a agropecuária que, além de destruir a cobertura vegetal, prejudica a manutenção de populações da fauna silvestre, a qualidade da água, e o equilíbrio do clima e do solo. Aproximadamente 80% dos ecossistemas originais já foram antropizados.

Estudo de Representatividade Ecológica do Bioma Caatinga

Este projeto abrange toda a área nuclear do bioma Caatinga. Por meio de estudos científicos, o projeto objetiva delimitar as ecorregiões da Caatinga e analisar a representatividade da vegetação e áreas protegidas do bioma, identificando-se as lacunas.

Os temas básicos abordados são: geomorfologia, geologia, solos, clima, vegetação e sistemática botânica, fauna (insetos, peixes, répteis, aves e mamíferos), e biogeografia. Estão sendo realizados estudos de compilação e trabalhos de campo para cobrir todas as possíveis lacunas de conhecimento dos temas que compõem o estudo. Todas as informações são referenciadas geograficamente e estocadas em banco de dados específico.

vegetação e sistemática botânica

vegetação e sistemática botânica

vegetação e sistemática botânica

vegetação e sistemática botânica

Localização
A caatinga ocupa uma área de 734.478 km2 e é o único bioma exclusivamente brasileiro. Isto significa que grande parte do patrimônio biológico dessa região não é encontrada em outro lugar do mundo além de no Nordeste do Brasil.

A área total é de aproximadamente 1.100.000 km²

A área total é de aproximadamente 1.100.000 km²

A caatinga ocupa cerca de 7% do território brasileiro. Estende-se pelos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia e norte de Minas Gerais.

A área total é de aproximadamente 1.100.000 km². O cenário árido é uma descrição da Caatinga – que na língua indígena quer dizer Mata Branca.

Caracterização

A caatinga tem uma fisionomia de deserto, com índices pluviométricos muito baixos, em torno de 500 a 700 mm anuais. Em certas regiões do Ceará, por exemplo, embora a média para anos ricos em chuvas seja de 1.000 mm, pode chegar a apenas 200 mm nos anos secos.

A temperatura se situa entre 24 e 26 graus e varia pouco durante o ano. Além dessas condições climáticas rigorosas, a região das caatingas está submetida a ventos fortes e secos, que contribuem para a aridez da paisagem nos meses de seca.

As plantas da caatinga possuem adaptações ao clima, tais como folhas transformadas em espinhos, cutículas altamente impermeáveis, caules suculentos etc. Todas essas adaptações lhes conferem um aspecto característico denominado xeromorfismo (do grego xeros, seco, e morphos, forma, aspecto).

Duas adaptações importantes à vida das plantas nas caatingas são a queda das folhas na estação seca e a presença de sistemas de raízes bem desenvolvidos. A perda das folhas é uma adaptação para reduzir a perda de água por transpiração e raízes bem desenvolvidas aumentam a capacidade de obter água do solo.

O mês do período seco é agosto e a temperatura do solo chega a 60ºC. O sol forte acelera a evaporação da água das lagoas e rios que, nos trechos mais estreitos, secam e param de correr. Quando chega o verão, as chuvas encharcam a terra e o verde toma conta da região.

Mesmo quando chove, o solo raso e pedregoso não consegue armazenar a água que cai e a temperatura elevada (médias entre 25oC e 29oC) provoca intensa evaporação. Por isso, somente em algumas áreas próximas às serras, onde a abundância de chuvas é maior, a agricultura se torna possível.

Na longa estiagem, os sertões são, muitas vezes, semi-desertos e nublados, mas sem chuva. O vento seco e quente não refresca, incomoda. A vegetação adaptou-se ao clima para se proteger. As folhas, por exemplo, são finas, ou inexistentes. Algumas plantas armazenam água, como os cactos, outras se caracterizam por terem raízes praticamente na superfície do solo para absorver o máximo da chuva.

Os cerca de 20 milhões de brasileiros que vivem nos 800 mil km2 de Caatinga nem sempre podem contar com as chuvas de verão. Quando não chove, o homem do sertão e sua família sofrem muito. Precisam caminhar quilômetros em busca da água dos açudes. A irregularidade climática é um dos fatores que mais interferem na vida do sertanejo.

O homem complicou ainda mais a dura vida no sertão. Fazendas de criação de gado começaram a ocupar o cenário na época do Brasil colônia. Os primeiros a chegar pouco entendiam a fragilidade da Caatinga, cuja aparência árida denuncia uma falsa solidez. Para combater a seca, foram construídos açudes para abastecer de água os homens, seus animais e suas lavouras. Desde o Império, quando essas obras tiveram início, o governo prossegue com o trabalho.

Clima e Hidrografia

Enquanto que as médias mensais de temperatura variam pouco na região, sendo mais afetadas pela altitude que por variações em insolação, as variações diárias de temperatura e umidade são bastante pronunciadas, tanto nas áreas de planície como nas regiões mais altas do planalto.

No planalto, os afloramentos rochosos mais expostos, sujeitos à ação dos ventos e outros fatores, podem experimentar temperaturas muito baixas e próximas ou abaixo de zero grau durante as noites mais frias do ano, enquanto que a temperatura pode ser bastante elevada durante os dias quentes e ensolarados do verão. Esta grande variação local de temperatura e umidade durante o dia influencia bastante a vegetação destas áreas, e é um forte fator a determinar sua composição.

Não é incomum se observar pesadas formações de nuvens ou neblina nas regiões mais altas no início da manhã

Não é incomum se observar pesadas formações de nuvens ou neblina nas regiões mais altas no início da manhã

As variações em temperatura são muito menos extremas durante a estação chuvosa, e também durante certos períodos quando a neblina se forma, especialmente à noite nas áreas de maior altitude, durante a estação seca. Não é incomum se observar pesadas formações de nuvens ou neblina nas regiões mais altas no início da manhã, durante a estação seca, o que resulta em menos de cinco horas de insolação por dia no planalto, enquanto que as áreas de planície circunvizinhas possuem uma taxa mais alta de insolação diária, sete horas ou mais.

Ao amanhecer, pode-se observar a presença de orvalho em abundância cobrindo o solo, as rochas e a vegetação nos locais mais altos. Isto fornece certa umidade ao solo mesmo durante a estação seca, e contribui para a manutenção da vegetação da área.

As áreas de planície estão sujeitas a um período de seca muito mais longo e severo que as áreas planálticas mais elevadas, período que normalmente dura sete meses, mas que às vezes pode chegar a até doze meses em um ano. Não só a taxa de precipitação anual é mais baixa, como também as temperaturas são em geral mais altas. Estas áreas têm clima semi-árido tropical, com temperaturas médias mensais ficando acima de 22°C.

Quando chove, no início do ano, a paisagem muda muito rapidamente. As árvores cobrem-se de folhas e o solo fica forrado de pequenas plantas. A fauna volta a engordar. Através de caminhos diversos, os rios regionais saem das bordas das chapadas, percorrem extensas depressões entre os planaltos quentes e secos e acabam chegando ao mar, ou engrossando as águas do São Francisco e do Parnaíba (rios que cruzam a Caatinga).

Das cabeceiras até as proximidades do mar, os rios com nascentes na região permanecem secos por cinco ou sete meses no ano. Apenas o canal principal do São Francisco mantém seu fluxo através dos sertões, com águas trazidas de outras regiões climáticas e hídricas.

Geologia, Relevo e Solos

Geologicamente, a região é composta de vários tipos diferentes de rochas. Nas áreas de planície as rochas prevalecentes têm origem na era Cenozóica (do fim do período Terciário e início do período Quaternário), as quais se encontram cobertas por uma camada de solo bastante profunda, com afloramentos rochosos ocasionais, principalmente nas áreas mais altas que bordejam a Serra do Tombador; tais solos (latossolos) são solos argilosos (embora a camada superficial possa ser arenosa ou às vezes pedregosa) e minerais, com boa porosidade e rico em nutrientes. Afloramentos de rocha calcárea de coloração acinzentada ocorrem a oeste, sendo habitados por algumas espécies endêmicas e raras, como o Melocactus azureus.

árvores baixas e arbustos que, em geral, perdem as folhas na estação das secas

árvores baixas e arbustos que, em geral, perdem as folhas na estação das secas

A região planáltica é composta de arenito metamorfoseado derivado de rochas sedimentares areníticas e quartzíticas consolidadas na era Proterozóica média; uma concentração alta de óxido férreo dá a estas rochas uma cor de rosa a avermelhada. Os solos gerados a partir da decomposição do arenito são extremamente pobres em nutrientes e altamente ácidos, formando depósitos arenosos ou pedregosos rasos, que se tornam mais profundos onde a topografia permite; afloramentos rochosos são uma característica comum das áreas mais altas.

Estes afloramentos rochosos e os solos pouco profundos formam as condições ideais para os cactos, e muitas espécies crescem nas pedras, em fissuras ou depressões da rocha onde a acumulação de areia, pedregulhos e outros detritos, juntamente com o húmus gerado pela decomposição de restos vegetais, sustenta o sistema radicular destas suculentas.

A Serra do Tombador possui um relevo montanhoso que se destaca das regiões mais baixas que o circundam – sua altitude fica em geral acima de 800 metros, alcançando aproximadamente 1000 m nos pontos de maior altitude, enquanto que a altitude nas planícies ao redor variam de 400 a 600 m, embora sofram um ligeiro aumento nas bordas do planalto.

O planalto age como uma barreira às nuvens carregadas de umidade provenientes do Oceano Atlântico que, ao ascenderem a medida em que se encontram com a barreira em que o planalto se constitui, se condensam e fornecem umidade na forma de neblina, orvalho e chuvas, mesmo no pico da estação seca. Isto resulta em um clima moderado e úmido que difere enormemente do clima das regiões mais baixas. Porém, o lado ocidental do planato é mais seco, com condições comparáveis às encontradas nas áreas de planície, porque a altitude das montanhas desviam as nuvens de chuva que vêm do Atlântico. Climatogramas de locais de altitude similar, mas localizados em lados opostos do planalto, claramente indicam a maior umidade do lado oriental. Um resultado da barreira formada pelas montanhas são nuvens carregadas de umidade provenientes do Oceano Atlântico, que produzem uma maior quantidade de chuvas no lado oriental.

A precipitação no planalto normalmente excede os 800 mm anuais, com picos de até 1.200 mm em determinados locais, enquanto que a média de precipitação nas áreas de planície fica em torno de 400 a 700 mm. A precipitação é freqüentemente bimodal nas regiões mais altas, com um máximo de chuvas no período de novembro a janeiro, e um segundo período chuvoso, menor, no período de março a abril.

A altitute elevada do relevo da Serra do Tombador conduz a um clima mesotérmico em que a média mensal da temperatura, pelo menos durante alguns meses, permanece abaixo dos 18°C. Os meses mais frios ocorrem no período do inverno (de maio a setembro, que coincide com a estação seca), quando o sol está em seu ponto mais baixo. As médias mensais de temperaturas do período mais quente do ano normalmente não excedem 22°C, sendo que os meses mais quentes do ano ocorrem entre outubro, um pouco antes do início da estação chuvosa, e fevereiro, quando as chuvas estão começando a se tornar raras.

O sertão nordestino é uma das regiões semi-áridas mais povoadas do mundo. A diferença entre a Caatinga e áreas com as mesmas características em outros países é que as populações se concentram onde existe água, promovendo um controle rigoroso da natalidade. No Brasil, entretanto, o homem está presente em toda a parte, tentando garantir a sua sobrevivência na luta contra o clima. A caatinga é coberta por solos relativamente férteis. Embora não tenha potencial madeireiro, exceto pela extração secular de lenha, a região é rica em recursos genéticos, dada a sua alta biodiversidade. Por outro lado, o aspecto agressivo da vegetação contrasta com o colorido diversificado das flores emergentes no período das chuvas.

Os grandes açudes atraíram fazendas de criação de gado. Em regiões como o Vale do São Francisco, a irrigação foi incentivada sem o uso de técnica apropriada e o resultado tem sido desastroso. A salinização do solo é, hoje, uma realidade. Especialmente na região onde os solos são rasos e a evaporação da água ocorre rapidamente devido o calor, a agricultura tornou-se impraticável.

Outro problema é a contaminação das águas por agrotóxicos. Depois de aplicado nas lavouras, o agrotóxico escorre das folhas para o solo, levado pela irrigação, e daí para as represas, matando os peixes. Nos últimos 15 anos, 40 mil km2 de Caatinga se transformaram em deserto devido à interferência do homem sobre o meio ambiente da região. As siderúrgicas e olarias também são responsáveis por este processo, devido ao corte da vegetação nativa para produção de lenha e carvão vegetal.


Vegetação

A vegetação do bioma é extremamente diversificada, incluindo, além das caatingas, vários outros ambiente associados. São reconhecidos 12 tipos diferentes de Caatingas, que chamam atenção especial pelos exemplos fascinantes de adaptações aos hábitats semi-áridos. Tal situação pode explicar, parcialmente, a grande diversidade de espécies vegetais, muitas das quais endêmicas ao bioma. Estima-se que pelo menos 932 espécies já foram registradas para a região, sendo 380 endêmicas.

A caatinga é um tipo de formação vegetal com características bem definidas: árvores baixas e arbustos que, em geral, perdem as folhas na estação das secas (espécies caducifólias), além de muitas cactáceas.

Além de cactáceas, como Cereus (mandacaru e facheiro) e Pilocereu (xiquexique), a caatinga também apresenta muitas leguminosas (mimosa, acácia, emburana)

Além de cactáceas, como Cereus (mandacaru e facheiro) e Pilocereu (xiquexique), a caatinga também apresenta muitas leguminosas (mimosa, acácia, emburana)

A caatinga apresenta três estratos: arbóreo (8 a 12 metros), arbustivo (2 a 5 metros) e o herbáceo (abaixo de 2 metros). Contraditoriamente, a flora dos sertões é constituída por espécies com longa história de adaptação ao calor e à seca, é incapaz de reestruturar-se naturalmente se máquinas forem usadas para alterar o solo. A degradação é, portanto, irreversível na caatinga.

O aspecto geral da vegetação, na seca, é de uma mata espinhosa e agreste. Algumas poucas espécies da caatinga não perdem as folhas na época da seca. Entre essas destaca-se o juazeiro, uma das plantas mais típicas desse ecossistema.

Ao caírem as primeiras chuvas no fim do ano, a caatinga perde seu aspecto rude e torna-se rapidamente verde e florida. Além de cactáceas, como Cereus (mandacaru e facheiro) e Pilocereu (xiquexique), a caatinga também apresenta muitas leguminosas (mimosa, acácia, emburana, etc.).

Algumas das espécies mais comuns da região são a emburana, a aroeira, o umbu, a baraúna, a maniçoba, a macambira, o mandacaru e o juazeiro.

No meio de tanta aridez, a caatinga surpreende com suas “ilhas de umidade” e solos férteis. São os chamados brejos, que quebram a monotonia das condições físicas e geológicas dos sertões. Nessas ilhas, é possível produzir quase todos os alimentos e frutas peculiares aos trópicos.

As espécies vegetais que habitam esta área são em geral dotadas de folhas pequenas, uma adaptação para reduzir a transpiração. Gêneros de plantas da família das leguminosas, como Acacia e Mimosa, são bastante comuns. A presença de cactáceas, notavelmente o cacto mandacaru (Cereus jamacaru), caracterizam a vegetação de caatinga; especificamente na caatinga da região de Morro do Chapéu, é característica a palmeira licuri (Syagrus coronata).

Fauna

Quando chove na caatinga, no início do ano, a paisagem e seus habitantes se modificam. Lá vive a ararinha-azul, ameaçada de extinção. Outros animais da região são o sapo-cururu, a asa-branca, a cotia, a gambá, o preá, o veado-catingueiro, o tatu-peba e o sagui-do-nordeste, entre outros.

A situação de conservação dos peixes da Caatinga ainda é precariamente conhecida. Apenas quatros espécies que ocorrem no bioma foram listadas preliminarmente como ameaçadas de extinção, porém se deve ponderar que grande parte da ictiofauna não foi ainda avaliada.

São conhecidas, em localidades com feição características da caatinga semi-áridas, 44 espécies de lagartos, 9 espécies de anfisbenídeos, 47 de serpentes, quatro de quelônios, três de crocolia, 47 de anfíbios – dessas espécies apenas 15% são endêmicas. Um conjunto de 15 espécies e de 45 subespécies foi identificado como endêmico. São 20 as espécies ameaçadas de extinção, estando incluídas nesse conjunto duas das espécies de aves mais ameaçadas do mundo

Levantamentos de fauna na Caatinga revelam a existência de 40 espécies de lagartos, 7 espécies de anfibenídeos (lagartos sem patas), 45 espécies de serpentes, 4 de quelônios, 1 de crocodiliano, 44 anfíbios.

Também constituída por diversos tipos de aves, algumas endêmicas do Nordeste, como o patinho, chupa-dente, o fígado, além de outras espécies de animais, como o tatu-peba, o gato-do-mato, o macaco prego e o bicho preguiça.

Destaca-se também a ocorrência de espécies em extinção, como o próprio gato-do-mato, o gato-maracajá, o patinho, a jararaca e a sucuri-bico-de-jaca.

A Caatinga possui extensas áreas degradadas, muitas delas incorrem, de certo modo, em rsico de desertificação. A fauna da Caatinga sofre grande prejuízos tanto por causa da pressão e da perda de hábitat como também em razão da caça e da pesca sem controle. Também há grande pressão da população regional no que se refere à exploração dos recursos florestais da Caatinga.

A Caatinga carece de planejamento estratégico permanente e dinâmico com o qual se pretende evitar a perda da biodiversidade do seu bioma.

Portal do Brasil

Fauna e Flora da Serra da Cantareira

A preguiça, ou bicho-preguiça

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Todos os dedos têm garras longas pelas quais a preguiça se pendura aos galhos das árvores, com o dorso para baixo. Seu nome advém do metabolismo muito lento do seu organismo

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A Serra da Cantareira é um fragmento da Mata Atlântica com várias espécies de fauna e flora.


wikipédia

Paz e ecologia

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ARCEBISPO DO RIO DE JANEIRO

No dia 1º de janeiro, celebramos a Solenidade da Maternidade Divina de Nossa Senhora e também o Dia Mundial da Paz. Podemos, sem dúvida, ver nexos profundos entre as duas celebrações. Com efeito, a garantia de que o bem e a paz vencem o mal e a violência vem-nos d’Aquele que, sendo Deus, nasceu como homem do seio de Maria. Ele é o “Príncipe da Paz”. A Virgem, por sua vez, viu serem realizadas em si mesma e em favor do povo de Deus grandes maravilhas. Ela, que acreditou, é exemplo para cada um de nós e para a sociedade como um todo de que a esperança em Deus não decepciona. De fato, tudo pode ser mudado pela fé e pela confiança de que não estamos sozinhos na empreitada da construção da paz. A fé é uma disposição para acatar a vontade de Deus em nossas vidas, disposição capaz de renovação e transformação.

Maria, por causa de sua fé e de sua adesão incondicional a Deus, pôde contemplar as maravilhas que só Deus, atuante em nossas vidas, pode realizar.

O Santo Padre Bento XVI, em sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz, tratou do tema da preservação do meio ambiente. A natureza, afinal, é o nosso grande e comum lar neste mundo, e, como tal, merece nosso cuidado. A nossa paz, e, sobretudo, a das gerações futuras, depende do nosso bom relacionamento com a obra da criação de Deus. Mas nossos clamores e ações em favor da preservação da natureza só serão eficazes se, de fato, houver uma mudança de mentalidade.

É urgente reavaliar nossa concepção de desenvolvimento.

Não menos urgente é uma visão adequada do ser humano, uma vez que existe também, como diz Bento XVI, uma “ ecologia humana”.

O desenvolvimento não pode basear-se na sede desenfreada de lucro a qualquer custo. Não deve consistir apenas em uma questão de estratégia para o acúmulo de bens materiais, às vezes deixando à margem ou na exclusão uma ampla parcela de povos empobrecidos e miseráveis. Não pode também restringirse aos aspectos materiais da vida humana. É urgentíssimo que aprendamos ou reaprendamos o que significa “desenvolvimento integral”.

Este está atento a todas as dimensões do ser humano e às suas relações fundamentais com o mundo, o outro e Deus.

A noção de pessoa é de fundamental importância para a correta compreensão de quem é o homem. O homem é pessoa, isto é, é dotado de uma dimensão espiritual, pela qual pode reconhecer a verdade, o bem e a beleza; pode desejar o Absoluto e aceitá-lo como dom em Jesus Cristo; pode amar os semelhantes e cuidar do mundo no qual habita.

Nossa atual civilização, dominada pela técnica, corre o grande risco de esquecer-se da dignidade pessoal do homem, transformandoo em meio para fins ou em simples máquina a serviço do bem da tecnologia. Uma cultura para a qual só existem valores técnicos priva o homem de reconhecer sua verdadeira grandeza, porque o afasta de sua própria interioridade e da capacidade de contemplar desinteressadamente a beleza da existência.

Quero aqui desejar a todos, particularmente aos meus arquidiocesanos da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, buscando a cada dia reconciliação e renovação espiritual, a paz que vem da fé e da confiança em Deus; a paz que podemos construir pelo reconhecimento dos valores fundamentais; a paz que acontecerá na medida em que buscarmos e soubermos receber como dom a verdade sobre nós mesmos. Maria Santíssima, com o seu sim, seja nossa inspiração. Como Ela um dia cantou, possamos cantar também no ano que se inicia: “Grandes coisas o Poderoso fez em meu favor” (Lc 1,49).

Feliz e abençoado 2010 para todos nós!O desenvolvimento não pode basear-se na sede desenfreada N de lucro

fonte: Jornal do Brasil

Ritmo do desmatamento cai, mas devastação avança em novas regiões

Imagens de satélites analisadas pela ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) confirmam a queda no ritmo do desmatamento divulgada pelo governo. Segundo o instituto, em setembro foram registrados 216 km² de floresta totalmente derrubada. O número representa queda de 33% em relação ao mesmo período de 2008, quando a Amazônia perdeu 321 km².

Pontos em vermelho mostram o desmatamento ocorrido em setembro, segundo o Imazon. No mapa, pode-se observar a devastação caminhando do AC e RO para o sul do AM. (Foto: Imazon/Divulgação)

Pontos em vermelho mostram o desmatamento ocorrido em setembro, segundo o Imazon. No mapa, pode-se observar a devastação caminhando do AC e RO para o sul do AM. (Foto: Imazon/Divulgação)

Nesta quarta-feira (4), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou que a floresta havia sofrido 400 km² de devastação em setembro, uma redução de 32% em relação a 2008. Na medida oficial, além dos locais onde a mata foi completamente destruída – o chamado “corte raso” – também são computados os pontos em que houve degradação florestal.

Novas fronteiras

Apesar da queda, os dois institutos mostram o desmatamento avançando em áreas bem preservadas, como no Sul do Amazonas, e no norte do Pará, às margens do Rio Amazonas. Entre os dez municípios que mais desmataram em setembro, oito estão no sul amazonense ou fazem fronteira com ele.

Segundo Carlos Souza Jr, um dos pesquisadores responsáveis pelo levantamento do Imazon, faltam parque e reservas para proteger essa região dos grileiros. “Com as unidades de conservação, se alguém tem o interesse de especular, de ter a posse da terra, sabe que não vai conseguir. Isso tende a fazer o desmatamento ir para outra área. Por isso, seria interessante para fechar aquela fronteira”, afirma.

Em relação à margem do Amazonas, na região conhecida como Calha Norte, Souza Jr levanta a hipótese de madeireiras irem para lá pelo esgotamento da madeira no leste do Pará. “Quando a madeira declina ou as condições das pastagens ficam empobrecidas, migra-se para outras fronteiras. Sabemos que muitas madeireiras que estavam em Paragominas estão lá.”

http://g1.globo.com

Igreja da América Latina demonstra preocupação com ameaças à Amazônia

Participantes do Encontro em Manaus

Participantes do Encontro em Manaus

Manaus (Segunda, 05-10-2009) Os bispos, padres e leigos que estiveram presentes no 3º Encontro Regional sobre a Amazônia, em Manaus (AM), aprovaram, na manhã de ontem (4), uma declaração em que reafirmam o compromisso da Igreja da América Latina com a Amazônia e expressam “preocupação” com as múltiplas ameaças que cercam a região, informou a CNBB. O evento foi convocado pelo Conselho Episcopal Latinoamericano (Celam) a partir de seus Departamentos de Justiça e Caridade, Missões e Espiritualidade, Comunhão e Diálogo.

Ressaltando o caráter divino da região amazônica por conta de sua diversidade de climas, biomas, rios, recursos naturais e povos com variadas culturas, a declaração afirma a necessidade de rechaçar “crenças equivocadas” acerca da região.

Cita, como exemplo, as afirmações sobre a Amazônia como uma “homogeneidade de ecossistemas e de povos, como a última fronteira da humanidade que deve ser ocupada ou o pulmão verde do mundo”. Igualmente rechaça os que consideram os povos autóctones (aqueles que viviam numa área geográfica antes da sua colonização) como “um freio ao desenvolvimento”.

A declaração condena também os modelos desenvolvimentistas que respondem à “racionalidade mercantilista de maximização da ganância, muitas vezes em prejuízo às pessoas, ao direito dos povos e do ambiente”. Recorda tanto os que destroem a natureza quanto os que a querem manter de pé numa visão capitalista e mercadológica.

Outra questão observada é a urbanização, que já levou mais de 70% das populações amazônicas às cidades. Segundo o documento, isto deteriora não só a qualidade das águas dos rios e a preservação da selva, mas também as condições de vida das pessoas, principalmente as das periferias mais pobres das cidades, o que causa a perda de suas tradições históricas.

Já os projetos dos governos latinoamericanos para a PanAmazônia receberam críticas dos participantes do encontro. Esses projetos governamentais, afirmaram, “violam os direitos de territorialidade dos povos indígenas, assim como o direito dos povos à água doce, à educação, saúde e trabalho, expressamente contidos em leis regulatórias viventes e nos tratados internacionais sobre os direitos humanos a que nossos países têm aderido”.

A declaração defende, ainda, o direito dos povos amazônicos à evangelização, afirmando ser “imprescindível acompanhar os povos indígenas na vivência e expressão da fé e no seu processo de ser protagonistas da evangelização e da transformação da sociedade. A serviço deles estão as instituições da Igreja tais como o Celam, as Conferências Episcopais e as pastorais diocesanas”.

Fontes:
http://www.cnbb.org.br
http://www.gaudiumpress.org

Bento XVI fala em vídeo à cúpula de mudanças climáticas da ONU

bentoxvi_d“A Terra é definitivamente um precioso presente do Criador que, ao desenhar seus ordenamentos intrínsecos, nos entregou guias que nos auxiliam como administradores de sua criação”, disse o Papa em sua participação, por meio de vídeo, no encontro da ONU para Mudanças Climáticas ocorrido na última terça-feira, em Nova York, mas cujo conteúdo só foi divulgado hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé. O encontro foi preparatório para uma ampla conferência internacional sobre clima que acontecerá em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro.

O vídeo do Papa enviado para o evento foi gravado durante a audiência geral do dia 16 de agosto. Nele, Bento XVI lembra aos líderes mundiais a necessidade de um uso responsável do meio ambiente para salvaguardar as futuras gerações e os pobres. “Juntos podemos construir um desenvolvimento humano integral que seja benéfico para todos os povos, presentes e futuros, um desenvolvimento inspirado pelos valores da caridade na verdade. Para que isso aconteça, é essencial que o atual modelo de desenvolvimento global seja transformado através de uma maior, e compartilhada, aceitação da responsabilidade pela criação: isso é exigido não apenas pelos fatores ambientais, mas também por causa do escândalo da fome e da miséria humana”, disse o Papa.

“Com esses sentimentos, desejo encorajar todos os participantes do encontro das Nações unidas para que entrem nas discussões construtivamente e com generosa coragem. De fato, todos nós somos chamados para exercitar uma responsável administração da criação, para usar os recursos de forma que cada indíviduo e comunidade possam viver com dignidade, e para desenvolver a aliança entre seres humanos e o meio, que deveria espelhar o amor criador de Deus”.

Fonte: http://www.gaudiumpress.org

Entidades católicas enviam delegação a evento sobre mudanças climáticas nos EUA

Climate Justice Statement

Climate Justice Statement

Nova York A União Internacional de Agências de Desenvolvimento Católicas (CIDSE) e a Cáritas Internacional anunciaram nesta terça-feira o envio de uma delegação ao encontro das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas que acontece hoje, 22, em Nova York.

Os dois órgãos vão se juntar aos responsáveis eclesiais e especialistas de países desenvolvidos e em desenvolvimento para solicitar aos líderes mundiais que ‘dêem prioridade absoluta a um novo acordo sobre o clima’.

Meeting and photo opportunity with Mr. Jose Manuel Barroso, President of the European Commission.

Meeting and photo opportunity with Mr. Jose Manuel Barroso, President of the European Commission.

O cardeal britânico e chefe da delegação, Keith O’Brien, afirmou que “os países ricos têm um dever moral inequívoco de reduzir as suas emissões e de ajudar os países em vias de desenvolvimento, que já sofreram as conseqüências do nosso uso excessivo de combustíveis fósseis com o intuito dos lucros”.

Os líderes mundiais se encontram na cidade estadunidense para conseguir a disposição política necessária e conseguir um acordo na conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, que acontece entre 7 e 18 de dezembro, em Copenhague, capital da Dinamarca.

A CIDSE e a Cáritas Internacional constituem a maior aliança humanitária e de desenvolvimento do mundo, com focos de atuação em mais de 200 países.

Fontes:
http://www.gaudiumpress.org
http://www.cidse.org
http://www.caritas.org

Dia de Oração pelo Meio Ambiente é comemorado na comunidade ortodoxa

Istambul A comunidade ortodoxa mundial celebra nesta terça-feira, dia 1º, o Dia de Oração pelo Meio Ambiente. Para a ocasião, o patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, divulgou uma mensagem em que pde que a crise financeira mundial enseje mudanças na abordagem com relação ao meio ambiente.

“(A crise) oferece uma oportunidade para lidarmos com os problemas de maneira diferente. Precisamos incluir o amor em nossos desafios – o amor que inspira coragem e compaixão”, declarou o patriarca.

Bartolomeu pediu ainda em sua mensagem que se ore pelo sucesso da próxima Convenção da ONU sobre mudanças climáticas, marcada para o mês de dezembro em Copenhague, na Dinamarca. “Todos devemos renovar nosso compromisso para trabalhar juntos e promover mudanças. Rezemos para rejeitar qualquer atitude que prejudique a Criação, para alterar nosso modo de pensar, e então, drasticamente, nosso modo de viver”, clamou em seu texto.

Suíça

Paralelamente à Conferência de dezembro, diversos eventos preparatórios vêm ocorrendo com o intuito de “afinar os discursos” para o encontro na Dinamarca. Desde ontem, em Genebra, na Suíça, representantes de 150 países estão debatendo uma postura científica comum sobre como prever melhor os efeitos das mudanças climáticas. Também discutem maneiras mais eficazes para colocar à disposição de todos informações confiáveis sobre o tema.

Conforme noticiado pela Radio Vaticana, a enviada especial da ONU para a Mudança Climática, Gro Harlem Brundtland, destacou no evento de Genebra que muitas situações de crise de fome, epidemias e deslocamentos forçados, quase exclusivas dos países pobres, estão vinculadas aos desastres naturais, agora mais freqüentes devido ao aquecimento do planeta.

A conferência da Suíça é a terceira do gênero organizada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). A expectativa é que a conferência deste ano termine com um acordo para a criação de uma rede mundial de informações climáticas.

Fonte: Gaudium Press

Bento XVI ressalta importância do meio ambiente em audiência geral de final de verão

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Papa Bento XVI

Castel Gandolfo (Quarta, 26-08-2009, Gaudium Press) “Enquanto se volta às atividades cotidianas, como não agradecer a Deus pelo dom precioso da criação, do qual é possível gozar, e não somente durante o período de férias!” Hoje pela manhã foi realizada a última audiência geral e Bento XVI no período de férias de verão na Itália e na Europa. Por conta disso, o Papa optou focar a catequese de seu discurso na importância da proteção e do respeito ao meio ambiente, cujas discussões, segundo o pontífice, estão fazendo suscitar uma nova “sensibilidade” sobre a questão.

“A terra é o dom precioso do Criador, o qual nela designou ordenamentos intrínsecos, dando-nos assim os sinais de orientação aos quais devemos nos ater como administradores da sua criação. E é exatamente a partir desta consciência que a Igreja considera as questões ligadas ao ambiente e à sua proteção intimamente conectadas com o tema do desenvolvimento humano integral”, declarou Bento XVI, lembrando que a temática esteve presente também em sua mais recente encíclica.

“A tais questões me referi diversas vezes na minha última encíclica “Caritas in Veritate”, chamando para a ‘urgente necessidade moral de uma solidariedade renovada’ não somente nas relações entre os países, mas também entre os próprios homens, uma vez que o ambiente natural foi dado por Deus a todos, e o seu uso comporta uma responsabilidade pessoal nossa com relação a toda a humanidade, em particular aos pobres e as gerações futuras”.

Bento XVI alertou para o mau uso dos recursos naturais e disse ser “indispensável” repensar o atual modelo de desenvolvimento global, de forma que as próximas gerações consigam ainda herdar uma terra onde possam “habitar dignamente e cultivar”.

Ao término da audiência geral, Bento XVI recitou a oração do Pai Nosso em latim, saudou os fiéis presentes em suas línguas de origem e concedeu a benção final. O Papa também voltou à janela do pátio interno do Palácio de Castel Gandolfo para dirigir-se especialmente aos peregrinos alemães, presentes em grande número no local.

Com o fim de agosto, terminam em toda a Europa as férias de verão. Também o Vaticano volta ao seu dia-a-dia regular, mas, por conta do clima ainda quente desta temporada, o Santo Padre permanecerá trabalhando na sua residência de veraneio de Castel Gandolfo até meados de setembro. O próximo mês será intenso para Bento XVI em termos de viagens apostólicas. No primeiro domingo, parte em visita a Viterbo e Bagnoreggio, na Itália. No fim do mês, viaja a República Tcheca.

A última audiência geral de verão contou com uma presença
maior de fiéis em relação às demais do mês de agosto. Perto de 5.500 pessoas estiveram presentes. Entre elas um grupo de 15 visitantes oriundo de Mogi das Cruzes, no Brasil, que entoou uma “Ave Maria” ao Papa quando este começou a saudação em português. O Papa parecia muito contente e descansado e fez coro aos fiéis brasileiros no canto.

“Saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os grupos do Coral de Vila Real e de Mogi das Cruzes, desejando que esta visita ao Sucessor de Pedro fortaleça a vossa fé e vos ajude a irradiar o Amor de Deus na própria casa e na sociedade. O Pai do Céu derrame os seus dons sobre vós e vossas famílias, que de coração abençoo”.

Ao final, em italiano, o Papa pediu a um grupo de estudantes da escola superior de Saitama, do Japão, para que cantassem em japonês. Com o canto mariano “Madonna Nera”, o Santo Padre saudou também os peregrinos poloneses. Hoje, na Polônia, se celebra a Solenidade da Beata Maria Virgem de Czestochowa, conhecida como “Madonna Nera”. No santuário de Jasna Gora (monte claro) em Czestochowa, se encontra a antiga imagem de Maria, com o rosto negro, segurando o menino Jesus. O local é considerado o mais importante e famoso sítio religioso e mariano da Polônia, chamado de capital espiritual da Polônia e já visitado por João Paulo II e Bento XVI.

fonte: Gaudium Press

Presidente da pastoral de ecologia e meio ambiente dominicana pede sanções aos crimes ambientais

Santo Domingo (Sexta, 05-06-2009, Gaudium Press) A Comissão Nacional da Pastoral de Ecologia e Meio Ambiente da República Dominicana pediu nesta sexta-feira que os violadores de leis ambientais recebam sanções e punições da Justiça.

O pedido feito pelo presidente do órgão, o bispo emérito de Barahona, monsenhor Fabio Mamerto Rivas, durante a celebração eucarística do Dia Mundial do Meio Ambiente ainda demanda um reforço na vigilância policial em ‘áreas vulneráveis’, e também uma melhor delimitação das zonas de proteção a fim de evitar o tráfico ilegal de espécies.

“Reafirmamos nosso pedido a toda a nação para que seja mantido um equilíbrio ecológico, compromisso contraído com nossos filhos (…) que devem ter consciencia de que lhes deixamos um mundo melhor que o que recebemos”, enfatizou o religioso.

Durante a homilia, monsenhor Mamerto Rivas ainda pediu aos cidadãos que evitem jogar lixo no solo e às autoridades que ‘façam sua parte’ para proteger os recursos naturais.

Igreja se preocupa com questões ligadas à ecologia, destaca bispo

CNBB realiza Simpósio Internacional “Mudanças Climáticas e Justiça Social”

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Dom Dimas Lara Barbosa secretário-geral da CNBB

O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara Barbosa, destacou  que a Igreja se preocupa com questões ligadas à ecologia, um responsabilidade de todos, também “a partir do ângulo da fé”.O secretário geral falou em coletiva de imprensa na abertura do Simpósio Internacional “Mudanças Climáticas e Justiça Social”, evento organizado pela CNBB e Misereor, entre hoje e quarta-feira, em Brasília. O Simpósio, que discute os impactos das mudanças climáticas sobre as populações mais vulneráveis, acolhe cerca de 200 participantes.

Dom Dimas afirmou que a consciência ambiental tem crescido na Igreja. Ele relembrou alguns dos esforços da Igreja no Brasil para tratar da temática ecológica.

“Não é de hoje a preocupação da Igreja em tratar das questões ligadas a ecologia. Podemos lembrar que em 1979, a Campanha da Fraternidade refletiu a temática ‘Preserve o que é de todos’; em 2004 voltamos a pensar sobre o assunto com a Campanha da Fraternidade ‘Água, fonte de vida’, e em 2007 com a Campanha ‘Vida e Missão neste Chão’, recordou, segundo informa a CNBB.

Além das Campanhas, Dom Dimas se referiu à Comissão Episcopal Especial para a Amazônia. “A Amazônia tem se tornado estratégica para a Igreja no Brasil e temos lutado para que ela seja preservada”, disse.

Dom Dimas ainda lembrou que durante a 46ª Assembleia Geral da CNBB, em abril de 2008, foi decidida a criação de uma equipe multidisciplinar para representar os vários biomas brasileiros. Desde então, o grupo reflete sobre sustentabilidade e ação concreta dentro dos seguintes biomas: cerrado, pantanal, semi-árido, os pampas, a mata atlântica e a realidade urbana das grandes cidades.

O secretário-geral da CNBB enfatizou que a constituição do grupo, formado desde o ano passado, tem o objetivo de se preocupar com a questão da ecologia e do meio ambiente.

“Nos preocupamos com essa responsabilidade a partir do ângulo da fé. Quando nos preocupamos com o meio ambiente também nos preocupamos com a vida do planeta.”

“Acreditamos que as mudanças climáticas irão atingir as populações mais pobres do Brasil. Questões ligadas às águas, alimentação e saúde serão diretamente atingidas. Os ricos sofrerão menos com essas mudanças, por isso, é importante criar formas de adaptação a essas mudanças climáticas”, disse Cláudio Moser, representante da Misereor.

Fonte:ZENIT.org

Paz con Dios Creador, Paz con toda la Creación

Tradução para português

Introducción a la Justicia Ambiental Católica

por Bill Jacobs, ecologista y director del Centro Católico de Conservación. Traducción de Luis Enrique Lazcano Flores.

En 1990, el Papa Juan Pablo II hizo público su mensaje para el día Mundial de la Paz, Paz con Dios – Paz con toda la Creación, en que el Santo Padre anunció, “Hay una conciencia creciente que la Paz mundial es amenazada, no solo por la carrera armamentista, los conflictos regionales, y la continua injusticia entre las personas y las naciones, pero también por una falta del debido respeto por la naturaleza… Más aún, una nueva conciencia ecológica comienza a emerger que, más que ser descartada, debe ser alentada para que se desarrolle en programas concretos e iniciativas.”

Algunas personas creen que la Iglesia Católica Romana solamente en tiempo reciente ha entrado a los campos de justicia ambiental, ecología, y conservación. Nada podría estar más lejos de la verdad! De acuerdo a una líder católica, campeona por la justicia ambiental, la hermana del Sagrado Corazón de María Marjorie Keenan, “El comprometerse a la promoción de un medio ambiente bueno y saludable para todos es seguir el plan de Dios para la creación, un plan confiado a nosotros desde el Principio”7

Desde su inicio, la Iglesia nos ha instruído en el dominio apropiado y la administración de la Creación. Esta sabiduría se nos revela a través de la Sagrada Escritura, la Tradición viviente de la Iglesia, el mensaje de la Creación, y la voz de la conciencia iluminada por la Ley Divina.

La postura Católica a la justicia ambiental está basada en los dos mandamientos de Jesucristo: Amar a Dios sobre todas las cosas y amar a nuestro prójimo como a nosotros mismos. El Amor de Dios requiere respeto por los dones de Dios y por la Voluntad creadora de Dios. El amor al prójimo requiere justicia, que prohibe la destrucción ambiental del ambiente sin desproteger a aquellos que tienen necesidad hoy en día, ni a las necesidades de las futuras generaciones.1

La actitud Católica hacia la Naturaleza, en una palabra, es la administración. Administración es el cuidado y procuración responsable de algo confiado a nuestro cuidado. De las primeras páginas de la Biblia, estamos instruídos a “cultivar y cuidar de” la Creación de Dios (Genesis 2:15). Creado a imagen y semejanza de Dios, se nos ha concedido el dominio sobre el resto de la Creación (Genesis 1:26-28). Dominio significa que tenemos soberanía sobre y responsabilidad por el bienestar de la Creación de Dios. Nos asemejamos a Dios principalmente por el dominio; de aquí pues, que nuestro dominio debe asemejarse también al dominio de Dios. Debemos cultivar y cuidar de la Tierra como lo hace Dios, con amor y sabiduría. Estamos llamados a ejercer el dominio de formas que permitan al Acto Creador de Dios original ser desplegado más allá. Y porque nos asemejamos al Creador, somos también en un sentido co-creadores con El.

Dominio no significa que a Dios no le importa como usamos el mundo material. Desde el principio, Dios insiste que los humanos no son “pequeños dioses” con autoridad ilimitada. No solo el Genesis describe la Creación de la humanidad como “muy buena,” sino que describe la parte no humana de la Creación como “buena.” En otras palabras, la naturaleza tiene su propio valor, y ese valor está dado por Dios. Dios permite que las personas sean inteligentes y libera las causas en orden a completar la obra de la Creación y perfeccionar su armonía.

En el año 97 D.C., el papa San Clemente describió la paz y armonía del Universo, “Los cielos, moviéndose bajo su Gobierno, están sujetos a El en paz. Día y noche siguen el curso señalado por El. El sol y la luna, con la compañía de las estrellas, se mueven en armonía de acuerdo a Su voluntad. La Tierra fértil, de acuerdo a sus deseos, produce alimentos en abundancia, en las estaciones apropiadas, para el hombre y el animal y todos los seres vivientes en ella. Las estaciones de primavera, verano, otoño e invierno, plácidamente ceden su lugar una a la otra. Aún el más pequeño de los seres vivos se encuentran unidos en paz y concordia. A todo esto el gran Creador y Señor de todo ha determinado que exista en paz y armonía.” Tales declaraciones de un Universo armonioso endosadas por Dios por su propia integridad y balance dinámico interno, son comunes a través de la Tradición viviente de la Iglesia.

Hace más de 40 años, en 1961, el Papa Juan XXIII nos recordó otra vez de la necesidad de cuidar a la Creación. Explicó, “El Génesis relata como Dios les dió dos mandamientos a nuestros primeros padres: el transmitir la vida humana — ‘Creced y multiplicaos’ – y traer a la naturaleza a su servicio — ‘Llenad la Tierra, y dominadla.’ Estos dos mandamientos son complementarios. Nada se ha dicho en el segundo de estos mandamientos sobre destruír a la naturaleza. Al contrario, debe atraerse al servicio de la vida humana.”

En 1971, el Papa Pablo VI advirtió, “El hombre de repente se está dando cuenta que por una explotación mal considerada de la naturaleza, arriesga destruirla y volverse a su vez la víctima de su propia degradación. No solo el ambiente material se está volviendo una amenaza permanente – la contaminación y negación, nuevas enfermedades y una capacidad de destrucción absoluta – pero el marco de la actividad humana ya no está bajo el control del Hombre, por tanto creando un medio ambiente para mañana que puede ser posiblemente intolerable. Esto es un problema social de largo alcance que concierne a toda la familia humana.” El añadió, “Todo está inter-relacionado. [Debemos estar atentos] a las consecuencias a gran escala de que cada intervención del hombre repercute en el balance de la Naturaleza, que se ha puesto a la disposición del hombre en toda su riqueza armoniosa, de acuerdo a los designios amorosos del Creador”.5

Desde el principio, Dios y su Iglesia nos han llamado a ser co-creadores y administradores de la Creación en amor y sabiduría. Hoy en día su llamado sigue tan urgente como siempre.

fonte: Centro Católico de Conservación

Ciclo de Conferências na Faculdade Arautos em defesa Meio Ambiente na Serra da Cantareira

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Alunos do Colégio Arautos fazem caminhada ecológica

Um grupo de alunos do Colégio Arautos Internacional na Granja Viana aproveitaram o feriado em todo o Estado de São Paulo para fazer uma caminhada no parque ecológico localizado na fronteira entre São Paulo e Minas Gerais.


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Papa alerta: respeito à vida e sobre ecologia

Encíclica considera contradição pedir às novas gerações o respeito do ambiente «quando a educação e as leis não as ajudam a respeitar-se a si mesmas»

vida

Bento XVI considera que um “dos aspectos mais evidentes do desenvolvimento actual” é a questão do respeito pela vida, condenando mentalidades anti-natalistas e a promoção do aborto e da eutanásia.O documento indica que “a fecundação in vitro, a pesquisa sobre os embriões, a possibilidade da clonagem e hibridação humana nascem e promovem-se na actual cultura do desencanto total, que pensa ter desvendado todos os mistérios porque já se chegou à raiz da vida”.

“À difusa e trágica chaga do aborto poder-se-ia juntar no futuro – embora subrepticiamente já esteja presente in nuce - uma sistemática planificação eugenética dos nascimentos. No extremo oposto, vai abrindo caminho uma mens eutanasica, manifestação não menos abusiva de domínio sobre a vida”, adverte.

Segundo Bento XVI, se “não é respeitado o direito à vida e à morte natural, se se torna artificial a concepção, a gestação e o nascimento do homem, se são sacrificados embriões humanos na pesquisa, a consciência comum acaba por perder o conceito de ecologia humana e, com ele, o de ecologia ambiental”.

“É uma contradição pedir às novas gerações o respeito do ambiente natural, quando a educação e as leis não as ajudam a respeitar-se a si mesmas”, diz o Papa.

A encíclica diz que os projectos para um desenvolvimento humano integral “não podem ignorar os vindouros, mas devem ser animados pela solidariedade e a justiça entre as gerações, tendo em conta os diversos âmbitos: ecológico, jurídico, económico, político, cultural”.

Em particular, Bento XVI desenvolve as questões relacionadas com “as problemáticas energéticas”, condenando “o açambarcamento dos recursos energéticos não renováveis por parte de alguns Estados, grupos de poder e empresas”.

“A protecção do ambiente, dos recursos e do clima requer que todos os responsáveis internacionais actuem conjuntamente e se demonstrem prontos a agir de boa fé, no respeito da lei e da solidariedade para com as regiões mais débeis da terra”, indica o documento.

O Papa observa que “a monopolização dos recursos naturais, que em muitos casos se encontram precisamente nos países pobres, gera exploração e frequentes conflitos entre as nações e dentro das mesmas”.

Nesse sentido, prossegue, “a comunidade internacional tem o imperioso dever de encontrar as vias institucionais para regular a exploração dos recursos não renováveis, com a participação também dos países pobres, de modo a planificar em conjunto o futuro”.

Por isso, Bento XVI frisa que também neste campo “há urgente necessidade moral de uma renovada solidariedade, especialmente nas relações entre os países em vias de desenvolvimento e os países altamente industrializados”.

“As sociedades tecnicamente avançadas podem e devem diminuir o consumo energético seja porque as actividades manufactureiras evoluem, seja porque entre os seus cidadãos reina maior sensibilidade ecológica. Além disso há que acrescentar que, actualmente, é possível melhorar a eficiência energética e fazer avançar a pesquisa de energias alternativas”, pode ler-se.

“O açambarcamento dos recursos, especialmente da água, pode provocar graves conflitos entre as populações envolvidas”, alerta ainda a “Caritas in veritate”.

Fonte: Eclesia

Fauna da Serra da Cantareira o Tamanduá ou papa-formigas

Tamanduá
tamandua
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Superordem: Xenarthra
Ordem: Pilosa
Subordem: Vermilingua
Família: Myrmecophagidae

Gray 1825

Géneros
Myrmecophaga

Tamandu

Os tamanduás ou papa-formigas são napudas da ordem Pilosa que vivem nas florestas e savanas das Américas Central e do Sul, desde o Belize até a Argentina. São muito comuns no Brasil, conhecidos com os nomes de jurumim, tamanduá-de-colete, tapi (cuja origem provem do latim Totalis e do romeno Historispi), etc.

Alimentam-se de formigas e principalmente de cupins (térmitas), que retiram dos cupinzeiros com a sua longa língua – chega a ter 200 cm de comprimento – alojada dentro de um focinho também afunilado. Para desfazer os cupinzeiros, os tamanduás têm garras fortes e curvas nas patas dianteiras, que lhes dificultam o andar.

Um tamanduá-bandeira adulto pode atingir 100 kg de peso e um comprimento de 1,80 m, incluindo a cauda que pode chegar a metade daquele tamanho.

Há uma espécie de tamanduá do Brasil que se encontra em perigo de extinção, o Myrmecophaga tridactyla, cujas fêmeas têm um único filhote por ano, muito pequeno e frágil, que é carregado nas costas da mãe até cerca de um ano de idade, tornando-se assim muito vulnerável aos predadores. Outro grande problema que pode afectá-los é a destruição do seu habitat.

Fábulas Lusitanas: Histórias de Canavial, por Fernando Lacerda, grande escritor Lusitano do século XVIII, reverência a existência do Tamanduá assim como suas características. A narrativa se passa em um terreno tomado por plantações de cana onde o autor descreve o caminho seguido por um jovem tamanduá em busca da verdade sobre sua existência. No desenrolar do enredo, o protagonista encontra três amigos que participarão, junto a ele, de diversas e insanas aventuras onde a imaginação é a fronteira entre o certo e o duvidoso.

fonte wiki

Fauna da Serra da Cantareira – Tatu

Dasypodidae
none
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Superordem: Xenarthra
Ordem: Cingulata
Família: Dasypodidae

Gray, 1821

Géneros
Chlamyphorus

Cabassous

Chaetophractus

Dasypus

Euphractus

Priodontes

Tolypeutes

Zaedyu

O tatu é um mamífero da ordem Xenarthra, família Dasypodidae, caracterizado pela armadura que cobre o corpo. Nativos do continente Americano, os tatus habitam savanas, cerrados, matas ciliares, e florestas secas. Têm importância para a medicina, uma vez que são os únicos animais, para além do homem, capazes de contrair lepra, sendo usados nos estudos dessa enfermidade.

Os tatus também são de grande importância ecológica, pois são capazes de alimentar-se de insetos (insetívoro) contribuindo para um equilibrio de populações de formigas e cupins. Na Universidade da Região da Campanha – Alegrete/RS, um trabalho de dieta destes dasípodos revelou que apenas um exemplar (Dasypus hybridus – tatu mulita) com aproximadamente 2,5 kg de peso consome cerca de 8.855 invertebrados em apenas uma noite ou até menos.

Quando estes animais são caçados pelo seu valor cinegético (caça para alimento) acaba por se desequilibrar o ecossistema pois se extermina um controlador natural de insectos, favorecendo o aumento destes invertebrados, resultando em problemas econômicos para a região.

Quando se protege de outros predadores, o tatu enrola-se, formando uma bola de armadura quase indestrutível. Nem um atropelamento de um veículo consegue perfurar a espessa armadura que o cobre.

fonte: wiki

Fauna da Serra da Cantareira – Bugio

Bugio
Bugiu
Estado de conservação
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Subordem: Haplorrhini
Infraordem: Simiiformes
Parvordem: Platyrrhini
Família: Atelidae
Subfamília: Alouattinae
Género: Alouatta
Espécie: A. guariba
Nome binomial
Alouatta guariba

( Humboldt, 1812

O bugio (também conhecido por guariba, barbado ou macaco-uivador) está entre os maiores primatas neotropicais, com comprimento de 30 a 75 centímetros. Sua pelagem varia de tons ruivos, ruivo acastanhados, castanho e castanho escuro. No caso da subespécie Alouatta guariba clamitans, os machos são vermelho-alaranjados e as fêmeas e jovens são castanho escuros. Ele é famoso por seu grito, que pode ser ouvido em toda a mata, e pela presença de pêlos mais compridos nos lados da face formando uma espécie de barba.

O Alouatta guariba é a espécie de bugio que habita a Mata Atlântica, desde o sul da Bahia (subespécie Alouatta guariba guariba) até o Rio Grande do Sul, chegando ao norte da Argentina, na região de Misiones (Subespécie Alouatta guariba clamitans). As duas subespécies constam na lista do Ibama como criticamente em perigo e vulnerável, respectivamente.

O desmatamento ameaça a sobrevivência dos bugios de diferentes maneiras. A mais evidente é a retirada da vegetação, o que restringe seus ambientes a pequenos fragmentos isolados.

  • Nasce em todas as estações do ano, depois um período de gestação de aproximadamente 140 dias.
  • Filho fica agarrado às costas da mãe durante os primeiros meses de vida.
  • Maturidade é atingida entre um ano e meio e dois anos.
  • Alimenta-se predominantemente de folhas, flores, brotos, frutos e caules de trepadeiras.
  • Pouco ativo, se locomove vagarosamente com a auxílio de sua cauda preênsil, que pode atingir 80 cm.
  • Pode atingir até 9 kg de peso.

A Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza (FBCN) mantém laboratórios e alojamentos para pesquisadores denominado Estação Biológica de Caratinga (EBC), que é uma fazenda particular com um fragmento de Mata Atlântica e cerca de 800 hectares, onde ocorre a subespécie Alouatta guariba clamitans.

O grito do bugio

Quando amanhece em algum lugar de uma floresta tropical da América do Sul ouvem-se rugidos crescentes. Primeiro um, em seguida outro e depois outro, cada qual mais forte e penetrante. São os bandos de bugios comunicando a sua localização uns para os outros, como se cada indivíduo estivesse dizendo: “Estou no pedaço.”

O grito é a sua característica mais importante (um ronco forte). É interrompido e recomeçado várias vezes durante minutos e até horas. Costuma ser emitido também quando são observados outros grupos se aproximando ou com a invasão do território por outro indivíduo.

Quem ouve o ronco assustador do bugio nem imagina que por trás dequele estrondo e da barba espessa, esconde-se um macaco tímido, que vive em pequenos grupos, de três a doze indivíduos, de ambos os sexos e várias idades, chefiados por um macho adulto. Quanto ao seu tempo de vida, pouco se sabe, pois trata-se de um animal que não se adapta bem ao cativeiro.

A amplificação da potência desses sons é obtida graças ao hióide, pequeno osso situado entre a laringe e a base da língua. Na presença de um predador, ou de outros grupos de bugios o hióide funciona como uma caixa de ressonância.

Carne nobre para os índios

Os bugios (ou guaribas) foram muito caçados pelos índios, que apreciavam a sua carne acima de todas as outras. A lentidão para fugir das flechas também contribuiu para a sua preferência entre os índios. A caça ao primata é descrita por Darcy Ribeiro no livro Diários Índios (Cia. das Letras, 1996).

“Durante a caçada aos guaribas, os índios entusiasmaram-se a valer, gritavam imitando os urros dos macacos e os perseguiram por quilômetros, seguindo sua corrida nas árvores, saltando troncos, numa disparada infernal no meio da mata fechada.”

“A caçada aos guaribas é extremamente difícil. Eles se escondem na fronde das árvores mais altas, entre as touceiras de cipós, e ficam lá por horas, sem se mostrarem. Quando atingidos por flechas, que devem romper toda aquela couraça de lianas, os guaribas gritam de modo assustador, arrancam as flechas do corpo e as quebram com gestos muito humanos.”

Bugios em Embu das Artes

Recentemente foi registada a presença destes animais na região de Embu das Artes. Foram gravadas imagens e o som característico dos animais.

fonte: wiki

Fauna da Serra da Cantareira o Mico-leão-dourado

Mico-leão-dourado
none
Estado de conservação
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Subordem: Haplorrhini
Infraordem: Simiiformes
Parvordem: Platyrrhini
Família: Cebidae
Subfamília: Callitrichinae
Género: Leontopithecus
Espécie: L. rosalia
Nome binomial
Leontopithecus rosalia

( Linnaeus, 1766)

Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é um primata encontrado originariamente na Mata Atlântica, no sudeste brasileiro. Encontra-se em perigo de extinção.

O mico-leão é conhecido popularmente por sauí, sagüi, sagüi-piranga, sauí vermelho, mico e outras denominações regionais.

Animal monógamo, uma vez formado o casal, mantém-se fiel. Entre os micos-leões, pequenos primatas americanos, o recém-nascido não passa mais que quatro dias pendurado ao ventre materno. Depois disso, é o pai que o carrega, cuida dele, limpa-o e o penteia. A mãe só se aproxima na hora da mamada. Ele estende os braços e o pai lhe entrega o filhote, que mama durante uns quinze minutos. mas, mesmo nessa hora, o pequeno não gosta que o pai se distancie.

Atualmente, resta apenas um único local de preservação deste animal, (restam cerca de 1000 no mundo, metade dos quais em cativeiro) a Reserva Biológica de Poço das Antas, que representa cerca de 2% do habitat original da espécie.

Descrição Geral

Tem hábitos diurnos e arborícolas. Organizam-se em grupos de até 8 individuos e vivem cerca de 15 anos, sendo a maturidade da fêmea atingida com cerca de 1 ano e meio e a do macho com cerca de 2 anos, sua época reprodutiva é de setembro a março e a gestação demora cerca de 4 meses e meio, gerando, normalmente, entre 1 e 3 filhotes. O mico-leão-dourado é um animal pequeno,medindo entre 20 e 26 centímetros com um comprimento caudal entre 31 e 40 centímetros, o adulto pesa entre 360 e 710 gramas, sendo 60 gramas o peso considerado normal para um filhote. São onívoros, o que significa que sua alimentação é muito variada, neste caso comem frutas, insetos, ovos, pequenas aves e lagartos (em cativeiro as aves e lagartos são substituídos por carne). Tem uma pelagem sedosa e brilhante, de cor alaranjada e uma juba em torno da cabeça, o que deu origem ao seu nome popular.

Comportamento Social

É umas espécie altamente social.São encontrados,na natureza,em grupos de 2 a 8 indivíduos,frequentemente constituído por membros da mesma familia.O grupo consiste do casal reprodutor,1 ou 2 filhotes e outros membros.São altamente territoriais e defendem seus território com ameaças vocais.

fonte: wiki

O Parque Estadual da Cantareira

Serra da CantareiraO Parque Estadual da Cantareira (criado pelo Decreto Estadual nº 41.626 de 1963) é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral paulista que abrange parte da Serra da Cantareira (a maior floresta urbana nativa do mundo), tendo sido, como tal, tombado pela UNESCO em 1994. Está localizado na Zona Norte de São Paulo.

História

É um fragmento da Mata Atlântica com várias espécies de fauna e flora. A Serra da Cantareira foi batizada pelos tropeiros que faziam o comércio entre São Paulo e outras regiões do país, nos séculos XVI e XVII. A grande quantidade de nascentes e córregos ali encontrados forneciam água, que era armazenada em cântaros (jarros para armazenar água) e, depois de cheios, eram colocados em prateleiras, as chamadas cantareiras. O Parque compreende parte da Serra, mas não toda ela. Oferece três trilhas: a da Figueira com 700 metros, a Pedra Grande com 7 km e a da Bica com 1.500 metros.

Atualmente com 7.916,52 ha (79 milhões de metros quadrados de Mata Atlântica) distribuídos por quatro municípios da Grande São Paulo, a área do Parque foi tombada no final do século XIX, para garantir o abastecimento de água para a cidade de São Paulo.

Desde a década de 1990 o Parque se encontra ameaçado pela especulação imobiliária, devido ao loteamento clandestino das áreas particulares contíguas, que facilita a formação de favelas no em torno e mesmo dentro da área do parque.

Tem quatro núcleos de visitação: Pedra Grande, Águas Claras, Engordador e Cabuçu.

Algumas espécies encontradas no Parque

Onça na Serra da Cantareira

sussuarana1A suçuarana (onça parda) é o maior felino encontrado no Parque Estadual da Cantareira .

É o segundo felino mais pesado do Novo Mundo, depois do Jaguar (onça pintada), e o quarto mais pesado do mundo, depois do tigre, leão e jaguar, embora seja mais frequentemente relacionada aos pequenos felinos. Alguns cientistas consideram o puma e guepardo como parentes próximos.

Seu período de vida é de 20 anos em cativeiro. Entre os felinos é um dos melhores saltadores, podendo saltar para o chão, de alturas de até 15 metros, pode dar também saltos de até 6 metros de extensão isto facilita sua caça. Suas garras são muito longas.

É um animal solitário, terrestre. Sua atividade é noturna. O seu território compreende áreas de 65 km2, necessita no mínimo 20 km2 para sobreviver. Os machos toleram-se e evitam-se.

Conta-se que uma só suçuarana matou 15 carneiros selvagens durante uma saída para caçar. Por outro lado, ela raramente ataca o homem e tem tanto medo de cães que sobe em árvores para escapar deles quando a acuam. 

A exploração inadequada dos recursos naturais, sem um plano de manejo adequado, tem causado a extinção de centenas de espécies da fauna brasileira. De acordo com a nova lista do Ibama, lançada em 22 de maio de 2003 de 2003, existe cerca de 400 espécies em vias de extinguir-se, e 8 já extintas.

Essa lista foi revista e atualizada em parceria com a Fundação Biodiversitas e Sociedade Brasileira de Zoologia, com o apoio da Conservation International e do Instituto Terra Brasilis.

Conferência “Em Defesa do Meio Ambiente”

Dando seqüência ao seu trabalho de cidadania, a Faculdade Arautos do Evangelho – FAEV continua seu Ciclo de Conferências. Realizou-se no dia 1º de Abril de 2008, às 18h00, no Auditório da Faculdade Arautos do Evangelho e envolveu a participação de 400 pessoas da comunidade acadêmica e moradores da região da Serra da Cantareira, a Conferência sobre “Meio Ambiente em que vivemos e o Parque Estadual da Cantareira”. Para explanação do tema foi convidado o Secretário de Meio Ambiente do município de Mairiporã, Prof. Ms. Jonpeter Germano Glaeser.

Com diversos assuntos ligados a temática Meio Ambiente, o Prof.º Ms. Glaeser, destacou os principais aspectos positivos e negativos atualmente encontrados na Serra da Cantareira, dando a conhecer como o avanço da cidade, quando mal estruturado, pode prejudicar as áreas naturais e de reservas, o papel dos seres humanos e sua importância para que ele se beneficie e preserve de forma harmônica o Meio Ambiente em que vive.

Ele explicou como foi concebido o  Parque Estadual da Cantareira, com seus quatro núcleos (Pedra Grande, Aguas Claras, Engordadouro e Cabuçu), expondo sobre todas as características de cada local. O Professor salientou os problemas enfrentados pela especulação imobiliária, loteamentos clandestinos, áreas particulares contíguas, que facilitam a formação de favelas em seu entorno, provocados pela “Pressão Antrópica” (expansão da região urbana em direção a serra, principalmente a Zona Norte de São Paulo e Guarulhos), segundo o conferencista:

“O Arautos do Evangelho realizam um trabalho de grande importância para a preservação da Serra da Cantareira com o plantio de vegetação silvestre na região, que restaura o aspecto ambiental ao substituir as árvores eucalipto, pinheiro e exótica na região e que degradam o ambiente por não permitir o desenvolvimento natural da floresta, por vegetação nativa, típica que irá colaborar para o desenvolvimento natural.”

Após a apresentação do tema, o Prof.º Ms. Glaeser respondeu as questões feitas pelos participantes do evento, falando sobre sua vida pública e carreira acadêmica, modelos de parcerias, obras governamentais e fontes de energias renováveis. Uma das perguntas estava relacionada como os cidadãos podem colaborar para a preservação do Meio Ambiente:

“A lição de maior eficácia seria que cada cidadão se torne um multiplicador educacional (…) Campanhas e atividades podem ser realizadas por outras partes da sociedade a exemplo que a Faculdade dos Arautos do Evangelho faz hoje aqui.”

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Foto do Evento

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Cogumelos podem ser ‘aliado contra aquecimento global’

Cogumelos podem se tornar um aliado inesperado na luta contra o aquecimento global, segundo uma pesquisa publicada na revista acadêmica Global Change Biology.

Segundo o repórter de meio ambiente da BBC Matt McGrath, havia a expectativa de que à medida que as temperaturas subissem, as florestas do Hemisfério Norte passariam a liberar mais dióxido de carbono, mas a pesquisa realizada por cientistas americanos mostrou o contrário, provavelmente devido à ação dos cogumelos no processo.

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As florestas do Hemisfério Norte agem como um depósito vital de dióxido de carbono, absorvendo cerca de 30% da substância contida no solo da Terra.

O aquecimento global deve ter um impacto grande em florestas do Alasca, Canadá e Escandinávia, com a expectativa de que as temperaturas subam em até 7º C até 2100. Os cientistas acreditavam que um clima mais quente acabasse por fazer com que essas florestas liberassem grande parte do dióxido de carbono que armazenam.

Em um experimento realizado no Alasca, os pesquisadores aumentaram a temperatura do solo em 1º C e descobriram que a liberação de dióxido de carbono caía pela metade se comparada com o que acontece quando o solo está mais frio. Eles acreditam que cogumelos que crescem no solo dessas florestas podem ajudar a desacelerar a liberação do dióxido de carbono. Segundo os pesquisadores, os cogumelos secam quando se aquecem e produzem menos CO2.

Segundo McGrath, os cientistas se disseram surpresos com a descoberta, mas dizem que o fenômeno pode contrabalançar parte do dióxido de carbono sendo liberado na atmosfera. Eles acreditam que processos naturais como esse podem ajudar o mundo a ganhar tempo até que políticas efetivas sejam implementadas.

Fonte:UOL

Amazônia secará, mas sobreviverá a aquecimento, diz estudo

A Amazônia pode estar menos vulnerável ao aquecimento global do que se temia, porque a maioria das projeções subestima o volume das chuvas, segundo um novo estudo divulgado na segunda-feira por cientistas do Reino Unido.

De acordo com eles, o Brasil e outros países da região têm de se empenhar para evitar um ressecamento irreversível do leste da Amazônia, a região mais ameaçada pela mudança climática, o desmatamento e as queimadas.

“O regime de chuvas no leste da Amazônia deve mudar durante o século 21 numa direção que favoreça mais florestas sazonais em vez de cerrados”, escreveram os cientistas na edição desta semana da revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

As florestas sazonais têm estações secas e úmidas, ao contrário da atual floresta tropical, perenemente úmida. A mudança pode favorecer novas espécies de plantas e animais.

O novo estudo contrasta com projeções anteriores de que a Amazônia poderia ser substituída pelo cerrado. Em 2007, um relatório do Painel Climático da ONU, que reúne os principais climatologistas do mundo, alertava que “até meados do século, aumentos na temperatura e o correspondente declínio na água do solo devem levar a uma substituição gradual das florestas tropicais pelo cerrado no leste da Amazônia”.

O novo estudo diz que quase todos os 19 modelos climáticos globais subestimam as chuvas na maior floresta tropical do mundo –conclusão obtida com base nas comparações dos modelos com as observações do clima ao longo do século 20.

amazoniaAs planícies amazônicas têm uma precipitação pluviométrica anual de 2.400 milímetros, e mesmo com as reduções previstas elas devem continuar suficientemente úmidas para sustentar uma floresta, segundo o estudo.

Os especialistas também reagiram a estudos de campo sobre como a Amazônia poderia reagir ao ressecamento. Eles mostraram que as florestas sazonais seriam mais resistentes a eventuais secas, porém mais vulneráveis a queimadas do que as atuais matas.

O estudo alerta ainda para os riscos agregados pela fragmentação da floresta devido à abertura de estradas e lavouras.

“A forma fundamental para minimizar o risco de degradação da Amazônia é controlar globalmente as emissões de gases do efeito estufa, particularmente pela queima de combustíveis fósseis no mundo desenvolvido e na Ásia”, disse Yadvinder Malhi, coordenador do estudo, da Universidade de Oxford.

Mas ele afirmou que os governos da região, especialmente o Brasil, também precisam gerenciar melhor as florestas.

O aquecimento global, segundo os cientistas, está “acompanhado por uma intensidade sem precedentes na pressão direta sobre as florestas tropicais, por meio da extração de madeira, desmatamento, fragmentação e uso do fogo”.

Fonte: 

Minas Gerais é o maior desmatador da floresta atlântica

Uma área de mata atlântica de 103 mil hectares, equivalente a dois terços da cidade de São Paulo, foi desmatada no Brasil entre 2005 e 2008. O Estado campeão de desflorestamento foi Minas Gerais, pressionado pela produção de carvão. No período, perdeu-se 32,7 mil hectares de vegetação.

Além disso, a taxa anual de desmate permanece quase constante por oito anos –de 2000 a 2005 foram ceifados 34,9 mil hectares. De 2005 a 2008, foram 34,1 mil ha.

Isso mostra que a Lei da Mata Atlântica, aprovada em 2006, ainda não teve eficácia. Segundo a lei, o corte de vegetação primária e secundária só pode ocorrer em casos excepcionais, como para realizar projetos de utilidade pública.

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Os dados de desmatamento, da ONG Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, referem-se a dez Estados, dos 17 que ainda têm o bioma. Atrás de Minas na lista de desmatadores estão Santa Catarina e Bahia. No ranking das cidades, as líderes de destruição são Jequitinhonha (MG), Itaiópolis (SC) e Bom Jesus da Lapa (BA).

O cenário é desanimador para a floresta que tem seu dia comemorado hoje. “Sinaliza que o poder público não tem priorizado o tema. É preciso melhorar a fiscalização”, afirma Marcia Hirota, diretora da ONG SOS. Ela defende, inclusive, que os Estados adotem metas de redução do desmate.

A área original do bioma está reduzida a 11,4%, se considerados os fragmentos de floresta acima de 3 hectares –quanto menor a área, mais difícil é a sobrevivência das espécies. Mas, se apenas fragmentos com mais de cem hectares forem levados em consideração, o remanescente cai para 7,9%.

Em Minas, a região mais desmatada fica na divisa com o cerrado. E, de acordo com Mario Mantovani, também diretor da ONG, sua destruição está relacionada à exploração de carvão vegetal para a siderurgia.

O IEF (Instituto Estadual de Florestas), órgão ambiental de Minas Gerais, afirma que a pressão sobre as florestas nativas decorrem da “expansão agropecuária e do consumo ilegal de carvão vegetal”. Porém, segundo o IEF, de 2003 até 2009 foram aplicados R$ 98 milhões no monitoramento e fiscalização ambiental da área.

Santa Catarina foi criticada por aprovar recentemente lei que prevê redução da faixa de preservação ao longo de rios. “Essa é a ponta de um grande problema, com décadas de desobediência civil e do desmonte do órgão ambiental”, disse Mantovani. A Folha procurou a Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável de SC, mas não teve resposta.

Fonte:Folha 

Arautos incrementam reflorestamento na Serra da Cantareira

Inaugurando o Ciclo de Conferências em Defesa do Meio Ambiente, promovido pela Faculdade Arautos do Evangelho, o Secretário Municipal de Meio Ambiente e Agricultura de Mairiporã, Dr. Jonpeter Germano Glaeser, afirmou que o ambiente florestal da Serra da Cantareira resultará melhor do que antes da presença dos Arautos naquela área.

Mestre em Ecologia, professor universitário e consultor ambiental, o Dr. Jonpeter é também Diretor do Projeto Ecológico Serra da Cantareira e Conselheiro Geral do Núcleo Regional de Educação Ambiental Cantareira-Cabuçu.


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Conferência sobre o Meio Ambiente

O Deputado Estadual Dr. Sérgio Olímpio Gomes visitou o Colégio e Seminário dos Arautos situado na Serra da Cantareira – SP, onde fez uma conferência sobre o Meio Ambiente e sua conservação.

Dr. Sérgio Olímpio é também Presidente da Frente Parlamentar em defesa da Cantareira além de possuir muitos outros títulos.


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Arautos ajudam na recuperação da Serra da Cantareira

Um dos grandes objetivos dos Arautos do Evangelho é a preservação do meio ambiente.

O principal foco é a Serra da Cantareira, a maior floresta urbana do mundo onde, constantemente, os Arautos realizam ações de reflorestamento e plantio de árvores nativas da região.

Na contramão desta ação, temos a devastação provocada por atitudes humanas, que colocam em risco a manutenção desta importante área.

Nossa equipe de reportagem acompanhou um trabalho que movimentou órgãos importantes, ligados ao meio ambiente, e que contou com o apoio total dos Arautos para recuperar uma área que estava servindo como depósito de lixo, em pleno Parque Estadual da Cantareira.

O que foi encontrado neste local serve como alerta para a população a fim de evitar que essa área verde seja extinta.


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Desafios da Amazônia

Viver na região amazônica, de si, não é tarefa fácil.

E ser sacerdote numa área onde muitas vezes faltam recursos requer uma entrega total do padre, do missionário e do bispo, para a grande missão de evangelizar.

Em 2008 o repórter Luciano Batista e o cinegrafista Jorge Martinez estiveram em São Gabriel da Cachoeira e viram de perto o que é ser “o sal da terra e a luz do mundo” numa diocese maior que o estado de São Paulo.

Nesta reportagem você vai ver que além de levar a palavra de Deus para um dos locais mais distantes deste País, é necessária uma dose a mais de atenção para não se envolver em um grave acidente, como o que aconteceu com o padre Katsumassa Sakurata – E.P.


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Tietê: Um rio verdadeiro

O principal rio do estado de São Paulo, e um dos mais importantes do País, nasce de três pequenos olhos d’água no município de Salesópolis e segue seu curso por 1.136 km até sua foz na divisa com o estado do Paraná, passando por cidades como a capital paulista, Pirapora do Bom Jesus e Barra Bonita.

O Tietê enfrenta durante esse trajeto o maior desafio para se manter vivo: a poluição.

O repórter Luciano Batista e o cinegrafista Paulo Welter percorreram parte do rio, da nascente até Barra Bonita, e nos mostram nesta reportagem as duas faces do Tietê: limpo e cheio de vida, depois poluído e quase morto.

E constatam que a luta pela vida tem prevalecido sobre a ação devastadora do homem, com o desmatamento e a poluição.


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Gigantes do Mar

Elas já fizeram parte da lista de animais ameaçados de extinção. São da época dos dinossauros e cada uma delas pode viver até cem anos, pesar mais de 700 Kg e chegar a um tamanho superior a dois metros.

As tartarugas marinhas encantam e hoje são preservadas, principalmente pelos pescadores que antes sacrificavam estas espécies para vender o casco e se alimentar de sua carne.

Vamos conhecer um pouco mais sobre este encantador animal nesta série de duas reportagens.


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Preservação da Espécie

Criado em 1980, o projeto Tartarugas Marinhas (Tamar) já realizou uma série de trabalhos, principalmente de conscientização junto às comunidades pesqueiras para preservar estas espécies que estavam ameaçadas de extinção.

Hoje ela conta com 22 bases espalhadas pelos mais de 8 mil km de costa e já ajudou a salvar milhares de animais.

Nesta segunda reportagem sobre as tartarugas marinhas, vamos conhecer um pouco mais sobre este trabalho que já foi reconhecido internacionalmente por preservar estes gigantes do mar.


Um caminho para o mar

Quando os primeiros navios chegaram da Europa no Brasil, carregados de mercadorias, uma das grandes dificuldades encontradas para levar os produtos do porto para o planalto, era transpor a Serra do Mar.

Nesta reportagem você vai conhecer um pouco da história da primeira ligação entre o litoral e a planície, encravada no meio da Serra e que serviu, por muitos anos, como o único meio de vencer o “Paredão Verde” que separava Santos de São Paulo.


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Trabalho de Preservação Ambiental VII

Para finalizar o trabalho interdisciplinar da Criação ao Criador, os alunos do Colégio Arautos do Evangelho Internacional - Thabor fizeram uma apresentação musical que vai desde a Sinfonia dos Brinquedos, de Mozart, a um trecho das Quatro Estações, de Vivaldi.


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Trabalho de Preservação Ambiental VI

Alunos do Colégio Arautos do Evangelho Internacional – Thabor, dentro do trabalho interdisciplinar: da Criação ao Criador, optaram por mostrar, de uma maneira criativa, os problemas que a falta de atenção do homem com a natureza pode causar ao ecossistema.

Eles fizeram uma peça teatral que conta a história da Serra da Cantareira e os perigos que a rondam por conta do risco de devastação.


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Trabalho de Preservação Ambiental V

O sol é a principal fonte de energia natural, mas que ainda não pode ser totalmente utilizada graças aos elevados custos de implantação do aparato de captação necessário.

Em algumas residências já é possível ver placas para a captação deste tipo de energia, porém ainda está longe de ser o ideal.

A energia solar foi o tema abordado pelos alunos da 3ª série do Colégio Arautos do Evangelho Internacional – Thabor para o trabalho interdisciplinar: da Criação ao Criador.


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Trabalho de preservação ambiental IV

O aquecimento global é uma das grandes preocupações da humanidade.

Caso não seja detido, o derretimento de grandes geleiras localizadas nos pólos norte e sul provocarão o fim de várias cidades litorâneas, com o aumento do nível dos oceanos, além de extinguir várias espécies de animais, como o urso polar e os pingüins.

Este foi o tema desenvolvido pelos alunos da 9ª série do Colégio Arautos do Evangelho Internacional – Thabor para o trabalho interdisciplinar: da Criação ao Criador.


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Trabalho de preservação ambiental III

Na terceira reportagem da série sobre o trabalho interdisciplinar dos alunos do Colégio Arautos do Evangelho Internacional – Thabor, vamos acompanhar a importância do Sistema Cantareira de Abastecimento, responsável por 60% do fornecimento de água potável que a região metropolitana de São Paulo recebe.

O Sistema Cantareira ocupa uma área que abrange 12 municípios, sendo quatro deles no estado de Minas Gerais.


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Trabalho de preservação ambiental II

Na segunda reportagem sobre o trabalho interdisciplinar dos alunos do Colégio Arautos do Evangelho Internacional – Thabor, vamos conhecer a riqueza da flora e da fauna na Serra da Cantareira. Também veremos que um dos grandes problemas enfrentados por esse imenso “território verde” é a erosão.


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