Acordo entre Brasil e EUA converte dívida em proteção ambiental

Em vez de pagar US$ 21 mi, País se compromete a destinar recursos para Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga

REUTERS
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ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) e a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari)

Brasil e Estados Unidos assinaram na última quarta-feira um acordo que reduz o pagamento de uma dívida brasileira em cerca de 21 milhões de dólares em troca de mais proteção dos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

Com o acerto, o Brasil se compromete a destinar recursos para projetos de conservação ambiental.

“Essa iniciativa representa um salto qualitativo. É mais um instrumento que fortalece a cooperação bilateral, amplia a participação de atores e a oferta de recursos”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, segundo o site da pasta.

O acordo entre os dois países foi possível graças ao Tropical Forest Conservation Act (TFCA), promulgado pelos Estados Unidos em 1998 e que pretende encorajar a preservação das florestas tropicais no mundo.

Foi o 16o acordo deste tipo concluído pelos norte-americanos e o primeiro com o Brasil.

“A dívida que será convertida em proteção ao meio ambiente foi contraída pelo Brasil por volta dos anos 1960. De acordo com Izabella Teixeira, o país vinha cumprindo o cronograma de pagamento, e já teria pagado mais de 100 milhões de dólares”, informou o Ministério do Meio Ambiente.

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